O Lançamento do Site Space Today e o Fim do CiencTec

observatory_150105Muito bem pessoal, esse vídeo apresenta o novo site, o Space Today.

A partir de hoje, dia 13 de abril de 2015, o CiencTec deixa de existir. Foram 6 anos de alegrias, notícias e conteúdos, 10000 posts de astronomia cobrindo os maiores eventos desde 2009.

Mas chegou a hora de expandir nossos horizontes, de ter algo mais profissional e responsivo e de ter uma marca. Por isso, estou lançando hoje o Space Today.

O conteúdo é o mesmo, todos os 10000 posts do CiencTec estão no Space Today, mas tudo numa roupagem nova, mais moderna e mais profissional.

Esse vídeo ficará postado aqui no canal do Space Today e no meu canal no YouTube. Peço a todos que se inscrevam no novo canal, compartilhem o vídeo, favoritem e comentem. Tudo isso motiva nós produtores de conteúdo a voltarmos aqui e produzirmos vídeos para vocês.

Esse vídeo também será postado no Blog CiencTec e no site Space Today. No final do mês, o CiencTec deixa de existir e quem acessar o blog será automaticamente redirecionado para o Space Today. Por isso corra, e comece a compartilhar o nosso conteúdo.

Os nossos novos contatos são:

SITE: http://www.spacetoday.com.br

YOUTUBE: https://www.youtube.com/channel/UC_Fk7hHbl7vv_7K8tYqJd5A

TWITTER: https://twitter.com/SpaceToday1

FACEBOOK: http://www.facebook.com/cienctec (ainda não foi mudada a fan page)

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Novas Ideias E Evidências Sobre a Misteriosa Formação da Lua

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observatory_150105A formação da Lua por muito tempo tem sido um mistério para a astronomia, mas novos estudos estão suportando a teoria de que a Lua foi formada a partir de detritos deixados para trás de uma colisão entre a Terra recém nascida e uma rocha do tamanho de Marte, com um verniz de meteoritos cobrindo ambos os corpos após a colisão.

A Terra nasceu a cerca de 4.5 bilhões de anos atrás, e os cientistas, acreditam a Lua nasceu pouco tempo depois. A explicação mais aceita atualmente para a origem da Lua, conhecida como a Hipótese do Impacto Gigante, foi proposta pela primeira vez na década de 1970. Ela sugere que a Lua resultou da colisão de dois protoplanetas, ou mundos embrionários. Um desses mundos era a Terra recém formada e o outro um objeto do tamanho de Marte, conhecido como Theia. A Lua então, depois da colisão, se formou a partir dos detritos.

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Os desafios dessa explicação estão relacionados à química da Lua. A maior parte dos modelos da teoria do impacto gigante, diz que mais de 60% da Lua deveria ser feita de material originado de Theia. O problema é que a maior parte dos corpos no Sistema Solar possuem uma química única, e a Terra, Theia e consequentemente a Lua também deveriam ter. Contudo, amostras de rochas da Lua revelaram que ela é mais similar com a Terra do que os modelos previam a partir de elementos chamados isótopos.

“Em termos de composição, a Terra e a Lua são quase gêmeos, suas composições diferem em poucas parte em um milhão”, disse a principal autora do estudo Alessandra Mastrobuono-Battisti, uma astrofísica no Instituto Israel de Tecnologia em Haifa. “Essa contradição tem criado uma grande sombra sobre o modelo do impacto gigante”.

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Para iluminar esse mistério, Mastrobuono-Battisti e seus colegas simularam colisões no início do Sistema Solar entre 85 a 90 protoplanetas – cada um deles com cerca de 10% da massa da Terra – e entre 1000 a 2000 corpos menores, chamados de planetesimais. Cada um desses últimos com uma massa de cerca de 0.25% a massa da Terra.

Os pesquisadores simularam as colisões levando em consideração um padrão de disco que se estendia de meia unidade astronômica até 4.5 unidades astronômicas de distância do Sol.

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Os cientistas descobriram que entre 100 milhões a 200 milhões de anos depois dos modelos terem começados a rodar, cada simulação tipicamente produziu entre três e quatro planetas rochosos, com o maior deles com uma massa comporável à massa da Terra. Esses mundos eram compostos de material que era distinto um dos outros. Contudo, eles também encontraram que entre 20% a 40% do tempo, a composição de um dos planetas era muito similar à composição do último protoplaneta que tinha colidido com ele. Essa semelhança é cerca de 10 vezes maior do que as estimativas anteriores.

“A coisa mais surpreendente e animadora foi encontrar que nós podemos ter novas ideias que podem iluminar um mistério de mais de 30 anos”, disse o co-autor do estudo Hagai Perets, um astrofísico do Instituto de Tecnologia de Haifa. “Pares de planetas e corpos impactantes não são tão raros assim”.

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A razão para essa similaridade na composição tem sido feita com as órbitas ocupadas por esses corpos em colisão. A composição desses objetos variava de acordo com a quantidade de calor que eles recebiam – por exemplo, quanto mais distante um protoplaneta estava do Sol, mais frio ele era, e assim, ele teria uma probabilidade maior de reter um isótopo relativamente pesado do oxigênio. Os cientistas descobriram que para cada planeta formado, o último protoplaneta a colidir com ele provavelmente compartilhava uma órbita similar. Assim, os protoplanetas que compartilharam locais de nascimento similares, podem também compartilhar uma composição similar.

Essas descobertas sugerem que a composição similar da Terra e da Lua poderia ser uma consequência natural de um impacto gigante. Essa teoria também explica por que suas composições diferem daquelas de outros corpos no Sistema Solar, dizem os pesquisadores. Mastrobuono-Battisti, Perets e seu colega Sean Raymond, da Universidade de Bordeaux na França, detalharam suas descobertas na edição de 9 de Abril de 2015 da revista Nature.

Outro desafio para entender  como a Lua e a Terra se formaram tema  ver com o tungstênio. Esse metal tem características altamente siderófilas significando que ele se liga fortemente com o ferro, e poderia ter uma forte tendência para se mover para o núcleo da Terra rico em ferro. Contudo, a crosta da Terra e o manto, possui um excesso de elementos siderófilos como o tungstênio.

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Pesquisas anteriores sugerem que os elementos ligados ao ferro agora vistos na Terra, vieram de um verniz posterior de material do espaço que se acumulou em ambos os corpos depois do impacto gigante que formou a Lua e depois formou o núcleo da Terra. Se essa teoria for verdadeira, então os níveis de isótopos de tungstênio da Terra deveriam ser diferentes daqueles encontrados na Lua. Agora, outros dois estudos independentes revelaram que de fato existe essa diferença prevista entre a quantidade de isótopos de tungstênio na Terra e na Lua.

Os cientistas analisaram as rochas lunares e descobriram um excesso na abundância do isótopo tungstênio-182 na Lua se comparado com a quantidade presente no núcleo da Terra atualmente. “Essa é a primeira vez que nós podemos resolver essas pequenas diferenças”, disse o cosmoquímico Thomas Kruijer na Universidade de Münster na Alemanha, principal autor de um dos dois estudos. “Definir esse valor com precisão é um passo muito importante para os estudos posteriores”.

Essa diferença é melhor explicada pela teoria sobre as diferentes proporções de tungstênio-182 que se acumularam em cada corpo depois do impacto gigante que formou a Lua, dizem os pesquisadores. “Nossos resultados fornecem evidências independentes para a hipótese do verniz”, disse Kruijer. A pesquisa desses dois estudos também se encontra na edição de 9 de Abril de 2015 da revista Nature.

Fonte:

http://www.space.com/29047-how-moon-formed-earth-collision-theory.html

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Descobertas Moléculas Orgânicas Complexas Em Sistema Estelar Bebê

Concepção artística do disco protoplanetário que rodeia a jovem estrela MWC 480. O ALMA detectou a molécula orgânica complexa de cianeto de metila nas regiões periféricas do disco, numa zona onde se pensa que os cometas se formam. Esta é mais uma indicação de que a química orgânica complexa e potencialmente as condições necessárias ao desenvolvimento da vida são universais. Crédito: B. Saxton (NRAO/AUI/NSF)

Concepção artística do disco protoplanetário que rodeia a jovem estrela MWC 480. O ALMA detectou a molécula orgânica complexa de cianeto de metila nas regiões periféricas do disco, numa zona onde se pensa que os cometas se formam. Esta é mais uma indicação de que a química orgânica complexa e potencialmente as condições necessárias ao desenvolvimento da vida são universais.
Crédito:
B. Saxton (NRAO/AUI/NSF)

observatory_150105Astrônomos detectaram pela primeira vez a presença de moléculas orgânicas complexas, os blocos constituintes da vida, num disco protoplanetário que rodeia uma estrela jovem. A descoberta, feita com o auxílio do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), confirma que as condições que deram origem à Terra e ao Sol não são únicas no Universo. Os resultados serão publicados na revista Nature a 9 de abril de 2015.

As novas observações do ALMA revelam que o disco protoplanetário que rodeia a estrela jovem MWC 480 [1] contém enormes quantidades de cianeto de metila ou acetonitrila (CH3CN), uma molécula complexa baseada no carbono. Encontrou-se em torno de MWC 480 cianeto de metila em quantidade suficiente para encher todos os oceanos da Terra.

Tanto esta molécula como a sua prima mais simples, o cianeto de hidrogênio (HCN), foram encontradas nas regiões periféricas mais frias do disco recém formado da estrela, numa região que os astrônomos pensam ser análoga ao Cinturão de Kuiper – o reino dos planetesimais gelados e dos cometas no nosso Sistema Solar, situado depois da órbita de Netuno.

Os cometas retêm informação inalterada da química primordial do Sistema Solar, do período da formação planetária. Pensa-se que os cometas e asteroides do Sistema Solar exterior trouxeram para a jovem Terra água e moléculas orgânicas, o que ajudou a preparar o terreno para o desenvolvimento da vida primordial.

Esta imagem mostra o céu em torno da jovem estrela MWC 480 situada na constelação do Touro. A imagem foi criada a partir de dados do Digitized Sky Survey 2. Crédito: ESO/Digitized Sky Survey 2

Esta imagem mostra o céu em torno da jovem estrela MWC 480 situada na constelação do Touro. A imagem foi criada a partir de dados do Digitized Sky Survey 2.
Crédito:
ESO/Digitized Sky Survey 2

“Os estudos de cometas e asteroides mostram que a nebulosa que deu origem ao Sol e aos planetas era rica em água e componentes orgânicos complexos”, diz Karin Öberg, astrônoma no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, Cambridge, Massachusetts, EUA e autora principal do artigo científico que descreve estes resultados.

“Temos agora mais evidências de que a mesma química existe noutros lugares do Universo, em regiões que poderão eventualmente formar sistemas solares parecidos ao nosso”. Isto é particularmente intrigante, diz Öberg, uma vez que as moléculas encontradas em MWC 480 têm concentrações semelhantes às dos cometas do Sistema Solar.

A estrela MWC 480, que tem cerca de duas vezes a massa do Sol, situa-se a 455 anos-luz de distância na região de formação estelar do Touro. O disco que a rodeia encontra-se numa fase inicial de evolução – tendo coalescido recentemente a partir de uma nebulosa fria e escura de gás e poeira. Estudos feitos com o ALMA e com outros telescópios ainda não detectaram nenhum sinal óbvio de formação planetária no disco, embora observações a resoluções mais elevadas possam eventualmente revelar estruturas semelhantes às da estrela HL Tauri, a qual é essencialmente da mesma idade.

Os astrônomos sabem já há algum tempo que as nuvens interestelares frias e escuras são fábricas muito eficientes de formação de moléculas orgânicas complexas  – incluindo um grupo de moléculas conhecidas por cianetos. Os cianetos, e mais particularmente o cianeto de metila, são importantes porque contêm ligações carbono-nitrogênio, as quais são essenciais à formação de aminoácidos, a base das proteínas e os blocos constituintes da vida.

Até agora, não era no entanto claro se estas mesmas moléculas orgânicas complexas se formariam de forma natural e sobreviveriam ao ambiente energético de um novo sistema estelar em formação, onde choques e radiação podem facilmente quebrar as ligações químicas.

Tirando o máximo partido da sensibilidade do ALMA [2], os astrônomos puderam verificar nestas últimas observações que estas moléculas não só sobrevivem nestes ambientes como também prosperam.

Um aspecto importante é que as moléculas detectadas pelo ALMA são muito mais abundantes do que as descobertas em nuvens interestelares. Este fato mostra que os discos protoplanetários são extremamente eficientes na formação de moléculas orgânicas complexas e que as conseguem formar em escalas de tempo relativamente curtas [3].

À medida que o sistema continua a evoluir, os astrônomos pensam que é provável que as moléculas orgânicas existentes nos cometas e noutros corpos gelados sejam levadas para meios mais propícios ao desenvolvimento de vida.

“A partir do estudo de exoplanetas, sabemos que o Sistema Solar não é único no seu número de planetas ou em abundância de água”, conclui Öberg. “Sabemos agora que não somos únicos em química orgânica. Uma vez mais, aprendemos que não somos especiais. Do ponto de vista da vida no Universo, isto são excelentes notícias”.

Fonte:

http://www.eso.org/public/brazil/news/eso1513/

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ALMA Obtém Imagens Espectaculares Na Sua Configuração Máxima

A região central alaranjada e brilhante do anel (a observação do ALMA com maior resolução até hoje) revela a poeira resplandescente nesta galáxia distante. As regiões de menor resolução que circundam o anel traçam a radiação milimétrica emitida por dióxido de carbono e por moléculas de água. Crédito: ALMA (NRAO/ESO/NAOJ); B. Saxton NRAO/AUI/NSF

A região central alaranjada e brilhante do anel (a observação do ALMA com maior resolução até hoje) revela a poeira resplandescente nesta galáxia distante. As regiões de menor resolução que circundam o anel traçam a radiação milimétrica emitida por dióxido de carbono e por moléculas de água.
Crédito:
ALMA (NRAO/ESO/NAOJ); B. Saxton NRAO/AUI/NSF

observatory_150105O Atacama Large  Millimeter/submillimeter Array (ALMA) capturou recentemente imagens de nitidez sem precedentes que mostram o quase perfeito anel gravitacional de Einstein de uma galáxia distante e a superfície do asteroide Juno. Estas imagens extraordinárias foram obtidas no final de 2014 no âmbito da Campanha de Linha de Base Longa do ALMA, que foi testada com sucesso, tendo-se verificado a capacidade do telescópio para observar os menores detalhes. Este efeito é conseguido quando as antenas se encontram na sua separação máxima: até 15 quilômetros de distância entre si.

Foram selecionados cinco alvos de estudo durante a Campanha de Linha de Base Longa do ALMA, os quais incluíram o disco protoplanetário de HL Tauri, a galáxia afetada por lente gravitacional SDP.81, o asteroide Juno, a estrela Mira e o quasar 3C138. Foram publicados na revista especializada Astrophysical Journal Letters quatro artigos científicos escritos por representantes de toda a equipe internacional da Parceria ALMA, detalhando estas observações.

A SDP.81 é uma galáxia com formação estelar ativa observada quando o Universo tinha apenas 15% da sua idade atual. Está sofrendo o efeito de lente gravitacional devido a uma galáxia massiva que se encontra comparativamente mais perto, a uns quatro bilhões de anos-luz de distância. A lente gravitacional deu origem a um anel de Einstein quase perfeito. A resolução do ALMA para este objeto, utilizando linhas de base longas, excedeu a de qualquer outro telescópio que o observou anteriormente, incluindo o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. A imagem obtida revela imenso detalhe na estrutura do anel, detalhe este nunca antes observado.

O segundo alvo está muito mais próximo de nós. Uma série de imagens obtidas com o ALMA deram-nos uma visão sem precedentes da superfície de Juno, um dos maiores membros do cinturão principal de asteroides do Sistema Solar. Compiladas numa pequena animação, estas imagens de alta resolução mostram a rotação do asteroide à medida que brilha nos comprimentos de onda do milímetro.

A sequência completa das observações ALMA foi executada em quatro horas, quando Juno se encontrava a aproximadamente 295 milhões de quilômetros da Terra. A resolução das novas observações do ALMA é muito melhor do que a de observações feitas anteriormente a comprimentos de onda semelhantes e é suficiente para resolver a forma irregular do asteroide e indicar estruturas proeminentes na sua superfície.

Os cinco objetos foram escolhidos de forma a mostrar o potencial científico do ALMA, o maior observatório terrestre do mundo, na sua configuração mais extensa.

Fonte:

http://www.eso.org/public/brazil/announcements/ann15028/

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No Coração do Aglomerado de Galáxias de Virgem

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observatory_150105O Aglomerado de Galáxias de Virgem é o aglomerado de galáxias mais próximo da Via Láctea. O aglomerado está tão próximo que ele se espalha por mais de 5 graus no céu – cerca de 10 vezes o ângulo formado pela Lua Cheia. Com o seu coração localizado a cerca de 70 milhões de anos-luz de distância, o Aglomerado de Virgem contém mais de 2000 galáxias, e exerce uma notável força gravitacional nas galáxias do Grupo Local de Galáxias que cerca a nossa Via Láctea. O aglomerado não contém só galáxias preenchidas com estrelas mas também por gás, tão quente, que brilha em raios-X. O movimento das galáxias nos aglomerados e ao redor deles, indica que eles contêm mais matéria escura do que qualquer matéria visível. A imagem acima, mostra o coração do Aglomerado de Virgem incluindo as brilhantes galáxias Messier, como os Olhos de Markarian, na parte superior esquerda, a M86 logo acima e a direita do centro, a M84 mais a direita, além da galáxia espiral NGC 4388 na parte inferior direita da imagem.

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap150407.html

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