Anel de Poeira é Observado Circulando a Estrela Formalhaut


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observatory_150105O ALMA e o Telescópio Espacial Hubble observaram um anel de poeira ao redor da estrela de primeira magnitude Formalhaut na constelação de Piscis Austrinus. Os resultados observacionais do ALMA são mostrados em laranja (os dados mostrados somente na metade superior direita da imagem) e os resultados do Hubble são mostrados em azul. Uma detalhada análise dos resultados do ALMA revelaram que o anel de poeira é mantido na área extremamente estreita. Acredita-se que planetas ainda não descobertos existam dentro e fora do anel que a gravidade desses planetas está moldando a forma desse anel.

Para mais informações consultem o press release:


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Fonte:
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Sonda Mars Express Faz Bela Imagem de Crateras no Interior da Gigantesca Bacia Hellas Em Marte


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observatory_150105Marcada como uma cicatriz nas terras altas do sul de Marte, está uma das maiores bacias de impacto do Sistema Solar, a Hellas, com um diâmetro de 2300 quilômetros e uma profundidade de mais de 7 quilômetros.

Acredita-se que a Hellas tenha se formado entre 3.8 e 4.1 bilhões de anos atrás, quando um grande asteroide atingiu a superfície de Marte. Desde a sua formação, a Hellas tem sofrido muita modificação com o passar do tempo pela ação do vento, do gelo, da água e da atividade vulcânica.

Crateras de impacto também marcam o vasto assoalho da imensa bacia, duas delas são mostradas nessa imagem, feita pela câmera High Resolution Stereo Camera a bordo da sonda Mars Express no dia 17 de Dezembro de 2013. A resolução da imagem é de cerca de 15 metros por pixel.

Essas crateras localizam-se na porção oeste mais profunda da Hellas, e uma visão assim tão clara é incomum devido às nuvens de poeira que normalmente obscurece o assoalho da bacia. Na verdade, essa região parece estar coberta por uma espessa camada de poeira.

A maior das duas crateras tem cerca de 25 km de diâmetro. Um fluxo de material parece ter sido transportado da parte superior esquerda da imagem para dentro da cratera. Em imagens detalhadas feitas do monte suave e na área imediatamente ao redor dele revela texturas interessantes de onde provavelmente resultaram esses fluxos.

Feições de fluxo são também vistas fora das crateras, e em particular, no parte central esquerda da imagem perto da parte superior do frame. O material também parece ter caído como cascata do anel da cratera maior na sua cratera companheira menor e para mais longe ainda na parte esquerda da imagem.

A morfologia de muitas feições na Bacia Hellas e nos seus arredores sugere fortemente a presença de gelo e de geleiras.

Por exemplo, em primeiro plano e ao redor do anel da crateras, marcas no solo na forma de polígonos são visíveis, indicando a presença de água – esse padrão ocorre quando material fino e poroso se congela no solo.

Na verdade, nas partes mais profundas da bacia, a pressão atmosférica é cerca de 89% mais alta do que na superfície, o que pode até mesmo oferecer condições para a presença de água. As imagens de radar feitas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA sugerem que algumas crateras na Hellas podem conter geleiras de gelo de água com algumas centenas de metros de espessura, soterradas sob camadas de poeira.

Fonte:

http://www.wired.com/2014/08/wired-space-photo-of-the-day-for-august-2014/#slide-id-1457001:full


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Céu Psicodélico Sobre a Alemanha


Psychedelic Skies


observatory_150105Esta fotografia psicodélica mostra uma noite de observação do pólo norte celeste a partir do Observatório Público Allgäu em Ottobeuren, na Alemanha. A fotografia mostra o telescópio refletor Cassegrain de 0,6 metros, que foi instalado em 1996.

O brilhante raio laser amarelo que parece varrer o céu nesta imagem de longa exposição, é a unidade de estrela guia laser Wendelstein do ESO, que foi testada em Allgäu. É uma versão menor da estrela guia laser que foi instalada no Very Large Telescope, no Paranal, Chile.

Uma estrela guia laser é usada para criar um ponto brilhante no céu, o qual pode ser utilizado como uma estrela artificial de referência, permitindo aos astrônomos medir como é que as estrelas reais se desfocam ou piscam, tal como são vistas normalmente a partir do solo. Estas medições são depois utilizadas para corrigir este efeito, permitindo assim obter imagens muito mais nítidas num processo conhecido poróptica adaptativa.

Fonte:

http://www.eso.org/public/brazil/images/potw1435a/


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Arcos Circumzenital, Supralateral e Tangente Superior São Registrados Sobre Rochester em Nova York


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observatory_150105A foto acima mostra uma série de arcos coloridos num céu com nuvens em forma de filamentos, e foi feita perto de Rochester, Nova York, no dia 25 de Agosto de 2014, aproximadamente às 8:00 horário local. Os arcos circunzenital, supralateral e tangente superior, mostrados aqui, de cima para baixo, resultam todos da luz do Sol interagindo com cristais de gelo hexagonais presentes nas nuvens cirros.

Na imagem abaixo, pode-se ver de forma mais detalhada os arcos circunzenital e supralateral. O arco circunzenital (CZA) é o mais alto no céu e as suas curvas são apontadas para cima, enquanto que o arco supralateral tem suas curvas apontadas para baixo. O arco supralateral sempre toca o CZA mas pode ser confundido com o halo de 46 graus. Contudo, com um ângulo de Sol baixo nessa manhã de verão (cerca de 20 graus), os dois arcos são tangentes e não muito separados como eles seriam se o Sol estivesse mais baixo que 15 graus ou mais alto que 27 graus.

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Fonte:
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Imagem Rara Mostra Juntos O Ônibus Espacial Endeavour Acoplado À Estação Espacial Internacional

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observatory_150105Como essa imagem foi feita? Normalmente, fotos do ônibus espacial, feitas do espaço, são registradas da Estação Espacial Internacional. Normalmente fotos da estação espacial são feitas desde o ônibus espacial. Como, então, pode existir uma foto tanto do ônibus espacial como da estação espacial no mesmo frame, feita do espaço? A resposta é a seguinte: durante a última viagem do ônibus espacial Endeavour para a Estação Espacial Internacional em Maio de 2011, uma nave de suprimento deixou a estação com astronautas a bordo que conseguiram registrar uma série de imagens raras. A nave de suprimentos era a sonda russa Soyuz TMA-20, que pousou no Cazaquistão um dia depois. A espetacular imagem acima captura muito bem o tamanho relativo da estação e do ônibus espacial nela acoplado. Bem mais distante, nuvens no planeta Terra podem ser vistas sobre o mar azul.

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap140831.html

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