A Praia do Universo – Impressionante Imagem em Preto e Branco Mostra a Via Láctea Sobre Ilha na Carolina do Norte


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observatory_150105Contra os desfiladeiros escuros de poeira interestelar, o fluxo da luz das estrelas ao longo da Via Láctea parece ondas quebrando numa praia cósmica, nessa bela imagem que retrata a paisagem celeste, e que é reproduzida acima. Feita com uma câmera digital desde as dunas de Hatteras Island, na Carolina do Norte, a imagem monocromática lembra o tempo quando o sensível filme preto e branco era uma escolha popular para a  astrofotografia. A foto acima foi feita, com o fotógrafo apontando sua câmera para o sul, e assim sendo,  as estrelas brilhantes das constelações de Sagittarius e Scorpius aparecem perto do centro do frame. Marte, Saturno e a estrela Zubenelgenubi, a estrela Alfa da constelação de Librae formam o triângulo compacto de objetos celestes brilhantes mais à direita do bulbo central da Via Láctea. Claro, que a cena de praia em preto e branco, evocativa, mostrada acima poderia também ser do antigo filme de ficção científica dos anos de 1950, que você nunca assistiu, chamado “It Came From Beyond the Dunes”.

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap140920.html


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Observatório de Raios-X Chandra da NASA Encontra Planeta Que Faz a Estrela WASP-18 Parecer Mais Velha do Ela É


An exoplanet about ten times Jupiter's mass located some 330 light years from Earth.


observatory_150105Um novo estudo usando dados do Observatório de Raios-X Chandra da NASA tem mostrado que um planeta está fazendo a estrela que orbita agir, ou parecer mais velha do que ela realmente é. A ilustração artística acima mostra na parte principal do gráfico, a estrela, WASP-18 e seu planeta, WASP-18b.

O WASP-18b é Júpiter Quente, ou seja, um exoplaneta gigantesco que orbita sua estrela a uma distância bem próxima, e que está localizado a cerca de 330 anos-luz da Terra. Especificamente, a massa do WASP-18b é estimada em cerca de 10 vezes a massa do planeta Júpiter, e a sua órbita ao redor da sua estrela mãe leva cerca de 23 horas, ou seja, menos de um dia. Em comparação, Júpiter leva cerca de 12 anos para dar uma volta ao redor do Sol.

Os novos dados do Chandra do sistema WASP-18 mostram que esse imenso planeta está tão perto de sua estrela que ele está causando uma diminuição no campo magnético da estrela. À medida que as estrelas envelhecem, sua atividade na emissão de raios-X e sua atividade magnética diminui. Os astrônomos determinaram que a WASP-18 tem uma idade entre 500 milhões e 2 bilhões de anos, uma estrela considerada relativamente jovem. Com essa idade, os astrônomos esperavam que a WASP-18 emitisse muito mais raios-X do que ela realmente emite.

Surpreendentemente, as longas observações do Chandra revelam que nenhuma quantidade raios-X está sendo emitido pela WASP-18, como pode ser visto na imagem em destaque inferior. O mesmo campo de visão na caixa de destaque superior mostra que na luz óptica, a WASP-18 é uma brilhante fonte. Usando relações estabelecidas entre a atividade magnética e a emissão de raios-X das estrelas nas suas idades, os pesquisadores concluíram que a WASP-18 é cerca de 100 vezes menos ativa do que ela deveria ser na sua idade estimada.


An exoplanet about ten times Jupiter's mass located some 330 light years from Earth.


A baixa quantidade de atividade magnética da WASP-18 é mostrada na ilustração artística pela ausência de manchas solares e fortes flares na superfície da estrela. A fraca emissão de raios-X da estrela tem relativamente pouco efeito na atmosfera externa do planeta próximo, dando a ele uma aparência simétrica. Em contraste, emissões de raios-X bem mais fortes da estrela CoRoT-2a, estão erodindo a atmosfera do planeta próximo, produzindo uma feição semelhante a uma cauda.

Forças de maré da atração gravitacional do massivo planeta – similar àquela que a Lua tem nas marés da Terra, mas numa escala bem maior – podem ser responsáveis por corromper o campo magnético da estrela. A intensidade do campo magnético na estrela, depende da quantidade de convecção, o processo com o qual o gás quente se move ao redor do interior estelar. A gravidade do planeta pode gerar movimentos de gás dentro da estrela que enfraquecem a convecção. Pelo fato da WASP-18 ter uma zona de convecção mais estreita do que a maior parte das estrelas, ela é mais vulnerável ao impacto das forças de maré que a puxam.

O efeito das forças de maré do planeta pode também explicar uma incomum alta quantidade de lítio encontrada em estudos ópticos anteriores da WASP-18. O lítio é normalmente abundante em estrelas mais jovens, mas com o passar do tempo a convecção leva o lítio para as regiões mais quentes e internas da estrela, onde ele é destruído pelas reações nucleares. Se existir menos convecção, o lítio não circula no interior da estrela, permitindo que ele sobreviva.


An exoplanet about ten times Jupiter's mass located some 330 light years from Earth.


Os resultados dessa pesquisa foram publicados na edição de Julho de 2014 da revista Astronomy and Astrophysics. O primeiro autor é Ignazio Pillitteri do Instituto Nazionale di Astrofisica (INAF) – Osservatorio Astronomico di Palermo, na Itália. Os co-autores, são Scott Wolk do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics em Cambridge, Massachusetts, Salvatore Sciortino também do INAF – Osservatorio Astronomico di Palermo na Itália e Victoria Antoci da Aarhus University da Dinamarca.

O Marshall Space Flight Center da NASA, em Huntsville, no Alabama, gerencia o programa Chandra para o Science Mission Directorate da NASA em Washington, DC. O Smithsonian Astrophysical Observatory em Cambridge, Massachusetts, controla as operações de voo e científicas do Chandra.



Fonte:

http://chandra.si.edu/photo/2014/wasp18/

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O ALMA Observa Origem Violenta de Galáxias de Disco


Distribution of molecular gas in 30 merging galaxies


observatory_150105Durante décadas os cientistas acreditaram que da fusão de galáxias resultavam geralmente galáxias elípticas. Agora, e pela primeira vez, os pesquisadores, com o auxílio do ALMA e um conjunto de outros rádio telescópios, descobriram evidências diretas de que as galáxias em fusão podem também dar origem a galáxias de disco e que este fenômeno é até bastante comum. Este resultado surpreendente pode explicar porque é que existem tantas galáxias espirais como a Via Láctea no Universo.

Uma equipe de pesquisa internacional liderada por Junko Ueda, pós-doutorando da Sociedade Japonesa  para a Divulgação da Ciência, fez observações surpreendentes que mostram que a maioria das colisões galácticas no Universo próximo – entre 40 e 600 milhões de anos-luz de distância da Terra – dão origem às chamadas galáxias de disco. As galáxias de disco – que incluem as galáxias espirais como a Via Láctea e as galáxias lenticulares – definem-se como possuindo regiões de gás e poeira em forma de panqueca e são bastante diferentes da categoria das galáxias elípticas.

É largamente aceito, há algum tempo, que as galáxias de disco em fusão dão eventualmente origem a uma galáxia de forma elíptica. Durante estas interações violentas as galáxias não ganham apenas massa quando fusionam ou se canibalizam uma à outra, mas também modificam a sua forma ao longo do tempo cósmico e por isso mudam de tipo.

Simulações de computador dos anos 1970 prediziam que a fusão entre duas galáxias de disco comparáveis entre si resultaria numa galáxia elíptica. As simulações apontam assim para que atualmente a maioria das galáxias sejam elípticas, o que contradiz as observações que mostram que mais de 70 % das galáxias são de fato galáxias de disco. No entanto, algumas simulações mais recentes sugeriram que as colisões poderiam também dar origem a galáxias de disco.



De modo a identificar de maneira observacional as formas finais das galáxias depois da fusão, o grupo de cientistas estudou a distribuição de gás em 37 galáxias que se encontram nos estádios finais de fusão. Foi utilizado o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) e vários outros rádio telescópios [1] para observar a emissão do monóxido de carbono (CO), um indicador de gás molecular.

O trabalho da equipe é o maior estudo do gás molecular em galáxias feito até hoje e proporciona uma perspectiva única de como a Via Láctea se pode ter formado. O estudo revelou que quase todas as fusões mostram regiões de gás molecular em forma de panqueca e são por isso galáxias de disco em formação. Ueda explica: “Pela primeira vez temos evidências observacionais de que a fusão de galáxias resulta em galáxias de disco e não em galáxias elípticas. Este é um grande e inesperado passo em frente na compreensão do mistério do nascimento de galáxias de disco”.

Há, no entanto, ainda muito por descobrir. Daisuke Iono, do NAOJ e da Graduate University for Advanced Studies, co-autor do artigo científico que descreve este trabalho, acrescenta: “No seguimento deste trabalho temos agora que nos focar na formação de estrelas nestas galáxias de disco, necessitando também de olhar para o Universo mais distante. Sabemos que a maioria das galáxias no Universo mais longínquo possui discos. No entanto, não sabemos se as fusões de galáxias são também responsáveis por isso, ou se estes objetos se formaram de gás frio que vai gradualmente caindo na galáxia. Talvez tenhamos descoberto um mecanismo geral que se aplica ao longo de toda a história do Universo”.



Fonte:

http://www.eso.org/public/brazil/news/eso1429/

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Telescópio Espacial Hubble Ajuda a Encontrar a Menor Galáxia Conhecida Com Um Buraco Negro Supermassivo


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observatory_150105Os astrônomos encontraram um objeto pouco comum em um local improvável: um buraco negro monstruoso flutuando no interior de uma das menores galáxias conhecidas.

Apesar desse buraco negro ser cerca de cinco vezes maior que o buraco negro existente no centro da Via Láctea, ele vive numa galáxia que tem cerca de 140 milhões de estrelas em um diâmetro de apenas 300 anos-luz, ou seja, 1/500 vezes o diâmetro da nossa galáxia.

A galáxia anã que contém o buraco negro chamada de M60-UCD1, é a galáxia mais densa já vista. Se você vivesse dentro dela, o céu noturno teria o brilho de no mínimo 1 milhão de estrelas visíveis a olho nu (como comparação no céu noturno aqui na Terra temos a capacidade de ver 4000 estrelas a olho nu).


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A descoberta implica que existem muitas outras galáxias compactas no universo contendo buracos negros supermassivos. A observação também sugere que as galáxias anãs podem na verdade serem pedaços arrancados de galáxias maiores que foram despedaçadas durante colisões com outras galáxias – ao invés de serem pequenas ilhas de estrelas nascidas isoladas no universo.

“Nós não sabemos de qualquer outra maneira que poderia fazer com que um buraco negro tão grande existisse num objeto tão pequeno”, disse o astrônomo da Universidade de Utah, Anil Seth, principal autor de um estudo internacional da galáxia anã, publicado na edição de 18 de Setembro de 2014 da revista Nature.


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Sua equipe de astrônomos usou o Telescópio Espacial Hubble e o telescópio óptico e infravermelho Gemini Norte de 8 metros no Mauna Kea no Havaí para observar a M60-UCD1 e medir a massa do buraco negro. As nítidas imagens do Hubble fornecem informações sobre o diâmetro da galáxia e a densidade estelar. A espectroscopia feita com o Gemini mede os movimentos estelares enquanto eles são afetados pela força do buraco negro. Esses dados são usados para calcular a massa do buraco negro que não pode ser observado.

Os buracos negros são objetos gravitacionalmente colapsados, e ultra compactos que tem uma força gravitacional tão grande que nem mesmo a luz consegue escapar. Buracos negros supermassivos – aqueles que têm uma massa de no mínimo 1 milhão de estrelas como o Sol – são pensados como habitantes comuns dos centros de muitas galáxias.


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O buraco negro no centro da Via Láctea tem uma massa de 4 milhões de vezes a massa do Sol, mas mesmo sendo tão pesado ele só corresponde a 0.01 por cento da massa total da Via Láctea. Em comparação, o buraco negro supermassivo no centro da M60-UCD1 é responsável por cerca de 15% da massa total dessa pequena galáxia. “Isso é maravilhoso, dado que a Via Láctea é 500 vezes maior e mais de 1000 vezes mais pesada do que a galáxia anã M60-UCD1”, disse Seth.

Uma explicação é que a M60-UCD1 certa vez foi uma galáxia grande contendo 10 bilhões de estrelas, mas então ela passou perto do centro de uma galáxia muito maior, a M60, e nesse processo todas as suas estrelas e a matéria escura na parte externa da galáxia foram expelidas e tornaram-se parte da M60.


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A equipe acredita que a M60-UCD1 pode eventualmente estar sendo puxada de volta para a fusão com o centro da M60, que tinha seu próprio buraco negro monstruoso, pesando cerca de 4.5 bilhões de massas solares (mais de mil vezes maior que o buraco negro que abriga o núcleo da nossa galáxia). Quando isso acontecer, o buraco negro na M60-UCD1 irá se fundir com o buraco negro mais massivo na M60. As galáxias estão separadas por uma distância de cerca de 50 milhões de anos-luz.

O Telescópio Espacial Hubble é um projeto de cooperação internacional da NASA e da ESA. O Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Maryland, gerencia o telescópio. O Space Telescope Science Institute (STScI) em Baltimore, conduz as operações científicas do Hubble. O STScI é operado pela NASA, pela Association of Universities for Research in Astronomy, Inc., em Washington.



Fonte:

http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2014/41/full/

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Luas Potencialmente Habitáveis


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observatory_150105Para os astrobiólogos, essas podem ser as quatro luas mais tentadoras do nosso Sistema Solar. Mostradas na mesma escala, sua exploração por meio de sondas interplanetárias tem lançado a ideia de que luas, e não apenas planetas, poderiam ter ambientes que suportariam a vida. A missão Galileo a Júpiter, descobriu o oceano global de água líquida na subsuperfície de Europa e indicações de oceanos no interiorde Ganimedes. Em Saturno, a sonda Cassini detectou fontes em erupção de gelo de água na lua Encélado, indicando uma subsuperfície mais quente até mesmo nessa pequena lua, enquanto encontrou lagos na superfície de hidrocarbonetos frígidos abaixo da densa atmosfera da lua Titã. Agora, olhando além do Sistema Solar, uma nova pesquisa (mostrada abaixo), sugere que luas em exoplanetas, ou as exoluas, como estão sendo chamadas, superam o número de planetas na zona habitável estelar. Isso faria com que as luas fossem o tipo de mundo habitável mais comum no universo.



Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap140919.html

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