CiencTecTV Ep.14 – As Notícias Astronômicas de 24 a 29 de Agosto de 2014



observatory_150105Melhor Imagem Já Feita Até o Momento da Fusão de Galáxias no Universo Distante

Using the NASA/ESA Hubble Space Telescope and many other telescopes on the ground and in space, an international team of astronomers has obtained the best view yet of a collision that took place between two galaxies when the Universe was only half its current age. They enlisted the help of a galaxy-sized magnifying glass to reveal otherwise invisible detail. These new studies of the galaxy H-ATLAS J142935.3-002836 have shown that this complex and distant object looks like the well-known local galaxy collision, the Antennae Galaxies.

Fontes:

http://www.spacetelescope.org/news/heic1417/

http://www.eso.org/public/news/eso1426/
Rosetta Escolhe Cinco Candidatos Para Pousar o Módulo Philae

Using detailed information collected by ESA’s Rosetta spacecraft during its first two weeks at Comet 67P/Churyumov-Gerasimenko, five locations have been identified as candidate sites to set down the Philae lander in November – the first time a landing on a comet has ever been attempted.

Fonte:

http://www.esa.int/Our_Activities/Space_Science/Rosetta/Rosetta_Landing_site_search_narrows
Testemunhando O Estágio Inicial de Crescimento de Uma Gigante

Astronomers have uncovered for the first time the earliest stages of a massive galaxy forming in the young Universe. The discovery was made possible through combining observations from the NASA/ESA Hubble Space Telescope, NASA’s Spitzer Space Telescope, ESA’s Herschel Space Observatory, and the W.M. Keck Observatory in Hawaii. The growing galaxy core is blazing with the light of millions of newborn stars that are forming at a ferocious rate. The paper appears in the journal Nature on 27 August.

Fonte:

http://www.spacetelescope.org/news/heic1418/

http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2014/37/full/
NASA’s Spitzer Telescope Witnesses Asteroid Smashup

NASA’s Spitzer Space Telescope has spotted an eruption of dust around a young star, possibly the result of a smashup between large asteroids. This type of collision can eventually lead to the formation of planets.

Scientists had been regularly tracking the star, called NGC 2547-ID8, when it surged with a huge amount of fresh dust between August 2012 and January 2013.

“We think two big asteroids crashed into each other, creating a huge cloud of grains the size of very fine sand, which are now smashing themselves into smithereens and slowly leaking away from the star,” said lead author and graduate student Huan Meng of the University of Arizona, Tucson.

Fonte:

http://www.jpl.nasa.gov/news/news.php?release=2014-291&rn=news.xml&rst=4273

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A Bela Galáxia NGC 2403 Na Constelação da Girafa


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observatory_150105A imagem acima mostra a galáxia NGC 2403 com seus belos e espalhados braços espirais, localizada a cerca de 8 milhões de anos-luz de distância da Terra na constelação de Camelopardalis (A Girafa). Na imagem podemos ver as estrelas jovens e quentes da galáxias, mostradas em azul. Nos braços espirais também é possível observar as regiões de formação de estrelas, identificadas pelo brilho avermelhado. Os braços espirais da galáxia resultam de um padrão ondulado sobrepondo-se sobre o disco de estrelas, gás e poeira  que formam o disco da galáxia. Depois de libertar-se de uma região de formação de estrelas, novas estrelas se misturam com as estrelas mais velhas no disco galáctico.

Fonte:

http://www.space.com/34-image-day.html


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Bela Imagem Colorida da Cratera Seuss E Seus Arredores Em Mercúrio


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observatory_150105Na parte superior esquerda da imagem está a Cratera Seuss, uma cratera complexa com cavidades presentes no assoalho da cratera. Nessa imagem com coloração melhorada, as cavidades aparecem como feições brilhantes azul-esbranquiçada. Logo fora do anel da Seuss, você pode ver algum material que aparece com uma coloração marrom mais escura na imagem. Esse material é chamado de Material de Baixa Refletância, ou LRM, do inglês, e provavelmente foi um material escavado pelo objeto que se chocou com Mercúrio na formação da Cratera Seuss. Se estendendo da Seuss estão raios brilhantes de crateras, que são fluxos de material ejetado que foram expelidos da cratera no momento do impacto. Na parte inferior direita da imagem, você pode ver uma depressão de coloração laranja-amarelada e de forma irregular que poderia muito bem ser uma abertura vulcânica.

A imagem acima foi adquirida como parte da campanha de imageamento de 3 cores de alta resolução do instrumento MDIS. O mapa produzido a partir dessa campanha, complementa o mapa base de 8 cores (com uma resolução média de 1 km por pixel) adquirido durante a missão primária da sonda MESSENGER de imageamento da superfície de Mercúrio num subconjunto de filtros coloridos com a melhor resolução possível. Os três filtros coloridos de banda estreita estão centrados nos comprimentos de onda de 430 nm, 750 nm e 1000 nm, e a resolução das imagens normalmente variam de 100 a 400 metros por pixel no hemisfério norte do planeta Mercúrio.

Fonte:

http://messenger.jhuapl.edu/gallery/sciencePhotos/image.php?page=1&gallery_id=2&image_id=1443


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CiencTecTV Ep.13 – As Rodas Danificadas Do Rover Curiosity – O Problema e as Soluções



observatory_150105O rover Curiosity acabou de completar dois anos explorando de maneira bem sucedida Marte. Desde que chegou ao planeta vermelho o rover não é mais o mesmo, tem enfrentado o clima e o ambiente hostil de Marte com muita garra e energia, sua carroceria, já não é mais tão limpa, está todo arranhado e com marcas de sua exploração por todo lado. Mas são as marcas, ou melhor as cicatrizes encontradas nas rodas do rover é que têm chamado a atenção dos cientistas e de todos aqueles envolvidos na missão.

Os cientistas da NASA ficaram alarmados ao notar um buraco, muito maior daquele esperado, em uma das seis rodas do rover, no Sol 411, ou seja, no dia de trabalho na superfície marciana, de número 411. Cada Sol dura aproximadamente 24h39m.

De início o furo foi tratado como uma anormalidade sem consequência, mas no Sol 463, uma nova inspeção nas rodas revelou um rasgo ainda maior.

“Quando vimos essas imagens, vimos um buraco que era bem maior do que esperávamos. Não se encaixava a nada que havíamos visto em nossos testes. Não sabíamos o que o estava causando”, conta Matt Haverly, piloto do rover no JPL da NASA.

A descoberta desse rasgo levou a novos testes, na Terra e em Marte, para descobrir o que estava acontecendo. Então os engenheiros constataram que os furos estavam sendo produzidos por rochas pontiagudas que, por estarem fixadas firmemente ao solo, ou seja, eram rochas do embasamento, não se deslocavam ao encontrar as rodas.

Além disso, um problema adicional era responsável pelos rasgos, a fadiga do material.

As rodas do Curiosity são feitas de uma fina camada de alumínio, com 0.75 mm de espessura. Ao evoluírem sobre o terreno marciano, elas se distorcem levemente, em função do peso do rover e da dureza do solo.

Esse processo acaba deixando o material quebradiço, como quando você torce um clipe de papel metálico para um lado e para o outro até que ele se quebra, explica Emily Lakdawalla, cientista, e blogueira da ONG Planetary Society e que publicou um belo e extenso relatório sobre os problemas encontrados pelo rover Curiosity em sua jornada no Planeta Vermelho.

Em resumo, as rodas do Curiosity estão lentamente se esfacelando pelo caminho.


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Até agora, não houve uma perda de desempenho considerável na condução do rover. As rodas, apesar das perfurações, mantêm sua forma original e avançam bem sobre qualquer tipo de terreno.

Contudo, para evitar um desgaste acelerado, os pilotos do rover têm optado por seguir rotas que pareçam oferecer menos rico. Isso pode limitar a escolha de alvos científicos. Além disso, por vezes eles têm conduzido o rover de ré, para reduzir o desgaste nas rodas frontais.

Testes agressivos feitos no deserto de Mojave, na Califórnia, mostram que, nas piores condições de terreno possíveis, com solo duro e repleto de rochas, as rodas podem ser inutilizadas após 8 km. Até agora o rover rodou por 9 km na superfície acidentada do interior da Cratera Gale em Marte.

Num terreno fofo e com poucas rochas, ele poderia avançar indefinidamente. Mas o potencial para descobertas, nesse caso, também seria drasticamente reduzido.

Tentando encontrar um equilíbrio entre a ciência e a engenharia, os gerentes da missão imaginam  que o Curiosity possa ainda andar bem em Marte. Mas será difícil bater o recorde de seu antecessor, o rover Opportunity, que já está a uma década em Marte, e já percorreu mais de 40 km.

Para o próximo rover, a missão Marte 2020, a ideia é mudar o design das rodas, e, com isso, impedir a repetição do problema.

Também cresce a pressão para que o planejamento seja mais criterioso na escolha do local de pouso, exigindo pouca rodagem até alvos científicos de alto interesse.

No vídeo acima eu debato e discuto esse tema, apresentando as principais características das rodas do rover, a razão para os seus problemas e o que se tem pensado de solução.

Mais uma vez, se gostarem do vídeo, deixem o “joinha”, se inscrevam no canal, favoritem o vídeo, compartilhem nas redes sociais e deixem seus comentários, tudo isso ajuda na divulgação e nos dá motivação para continuarmos gravando e postando vídeos sobre astronomia, astrofísica e astronáutica, para todos vocês.

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O relatório da Emily pode ser encontrado nesse link: http://www.planetary.org/blogs/emily-lakdawalla/2014/08190630-curiosity-wheel-damage.html

E os dados sobre chuvas de meteoros atualizados, que comento no começo do vídeo podem ser encontrados nesse link: http://www.astro.amu.edu.pl/~jopek/MDC2007/Roje/roje_lista.php?corobic_roje=0&sort_roje=0

Obrigado mais uma vez a todos pela audiência.


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Hubble Observa a Luz e a Escuridão No Universo


Light and dark


observatory_150105Essa nova imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA mostra uma grande variedade de fenômenos cósmicos.

Circundada por estrelas brilhantes, na parte central superior do frame é possível ver um pequeno jovem objeto estelar, ou YSO, conhecido como SSTC2D J033038.2+303212. Localizada na constelação de Perseus, essa estrela está nos estágios iniciais de sua vida e ainda está se formando em uma estrela totalmente crescida. Nessa imagem feita pela Adanced Camera for Surveys do Hubble, ou ACS, parece que se tem uma fumaça de material emanando para fora e para baixo, enquadrada por explosões brilhantes de gás fluindo da própria estrela. Essa estrela está na verdade circundada por um disco brilhante de material que faz movimentos de turbilhão ao redor enquanto ela se forma – um disco que nós observamos de lado a partir da nossa perspectiva.

Contudo, esse pequeno ponto brilhante é ofuscado pelo seu vizinho cósmico em direção à parte inferior do quadro, um aglomerado de luz, filetes de gás fino ao redor enquanto parece expelir material escuro para o espaço. A nuvem brilhante é uma nebulosa de reflexão conhecida como [B77]63, uma nuvem de gás interestelar que está refletindo a luz das estrelas embebidas  dentro dela. Existe na verdade um grande número de estrelas dentro da [B77]63, sendo que as mais notáveis sãos linha de emissão da estrela LkHA 326, e da sua vizinha próxima LZK 18.

Essas estrelas estão iluminando o gás ao redor e esculpindo as formas vistas nessa imagem. No entanto a parte mais dramática da imagem parece ser um fluxo escuro de fumaça saindo da [B77]63 e de suas estrelas – uma nebulosa escura conhecida como Dobashi 4173. Nebulosas escuras são nuvens incrivelmente densas de material escuro que obscurece o pedaço do céu atrás delas, criando rasgos e pedaços do céu estranhamente vazios. As estrelas que brilham na parte superior dessa região extremamente escura localiza-se entre nós e o objeto Dobashi 4173.

Fonte:

http://www.nasa.gov/content/goddard/hubble-looks-at-light-and-dark-in-the-universe/#.VAD3aUvobR0


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