O Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko no Dia 14 de Setembro de 2014


ROS_CAM1_20140914_montage


observatory_150105A imagem acima mostra uma montagem feita com 4 imagens obtidas pela NAVCAM, ou câmera de navegação da sonda Rosetta, feita no dia 14 de Setembro de 2014 a uma distância de 30 km do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

Essa imagem mostra como o cometa parecia para a câmera de navegação da sonda Rosetta, no úlgimo domingo, dia 14 de Setembro de 2014, quando os especialistas da ESA, DLR e CNES estavam reunidos em Toulouse, na França, para escolher os locais de pouso primário e reserva para o módulo Philae.

Esse é um mosaico obtido pela combinação de quatro frames, rotacionado de 180 graus e cropado. O Local J, o local primário para o pouso do módulo Philae, é visto na direção intermediária superior do lobo menor do cometa, no topo da imagem rotacionada, enquanto que o local reserva, C, está na parte inferior esquerda do lobo maior do cometa.


Comet_on_14_September_2014_-_NavCam


Nessa distância, a resolução da NAVCAM é de aproximadamente 2.5 metros por pixel. O ângulo de fase na imagem é de 61.5 graus.

Os quatro frames individuais são fornecidos abaixo. Assim, você pode fazer download das imagens e fazer sua própria montagem, criando o seu mosaico, rotacionando da maneira que você quiser e aplicando contrastes da maneira que você desejar. Aproveitem!!!


ROS_CAM1_20140914_A


ROS_CAM1_20140914_B


ROS_CAM1_20140914_C


ROS_CAM1_20140914_D


Fonte:

http://blogs.esa.int/rosetta/2014/09/17/cometwatch-14-september/

alma_modificado_rodape105

Sonda MAVEN da NASA Faz Seus Preparativos Finais Para Entrar na Órbita Marciana em 21 de Setembro de 2014



observatory_150105No dia 21 de Setembro de 2014, a sonda Mars Atmosphere and Volatile Evolution irá completar 10 meses de viagem e entrará então na órbita do Planeta Vermelho.

A manobra de inserção na órbita será realizada à medida que a sonda se aproxima de Marte, depois de uma viagem interplanetária de cerca de 711 milhões de quilômetros. Seis foguetes serão queimados brevemente para que a sonda possa ser desviada corretamente e apontada para o seu destino final. Depois disso seis motores principais entrarão em ignição dois a dois numa rápida sucessão e queimarão por 33 minutos para reduzir a velocidade da sonda, permitindo que ela seja capturada em uma órbita elíptica.

Essa manobra marcará o final de 11 anos de conceito e desenvolvimento da sonda MAVEN, permitindo assim que se entre na fase científica da missão, que tem como principal objetivo investigar Marte de uma maneira inovadora, como nenhuma outra sonda jamais fez.


maven_02


“Nós seremos a primeira missão devotada para observar a atmosfera superior de Marte e como ela interagem com o Sol e com o vento solar”, disse Bruce Jakosky, principal pesquisador para a Maven na Universidade do Colorado em Boulder.

Essas observações ajudarão os cientistas a determinarem quanto de gás da atmosfera de Marte tem sido perdido para o espaço durante a história do planeta e qual processo é o responsável por essa perda.

Procedimentos para alinhar a MAVEN de maneira apropriada para a inserção na órbita começaram logo depois que a sonda foi lançada em Novembro de 2013. Esses procedimentos incluíram duas manobras de correção de trajetória, realizadas em Dezembro de 2013 e em Fevereiro de 2014.

A calibração dos três conjuntos de instrumentos científicos da missão – o Particles and Fields Package, o Remote Sensing Package e o Neutral Gas and Ion Mass Spectrometer – foi completada durante a fase de viagem de cruzeiro com destino a Marte.

“Todo dia em Marte é ouro”, disse David Mitchell, gerente de projeto da MAVEN no Goddars Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Maryland. “As checagens iniciais dos instrumentos e dos sistemas da nave durante a fase de cruzeiro permitiram que nós pudéssemos mover para a fase científica, que começa logo que nós chegarmos em Marte”.

A viagem também deu à equipe, uma oportunidade de coletar dados do vento solar interplanetário usando o Fields and Particles Package.


maven_03


Enquanto isso, equipes na Califórnia, Colorado e em Maryland fizeram ensaios da manobra de entrada na órbita, duas vezes. A equipe de ciência também realizou uma simulação de uma semana de planejamento e implementação necessária para se obter dados científicos. Dois meses antes da chegada em Marte, todos os instrumentos foram desligados, para se preparar para a inserção na órbita.

Durante a inserção na órbita, a MAVEN será controlada por seus computadores de bordo. Nesse momento, a equipe carregado as informações mais atualizadas sobre a localização da sonda, a velocidade e a orientação. As instruções de inserção serão atualizadas, e as válvulas de combustível serão abertas, para esquentar o combustível a uma temperatura operacional de 25 a 26 graus Celsius.

Se tudo correr bem, a sonda não precisará de mais comandos desde a Terra. A exceção importante é que as correções finais de trajetória, serão feitas, se necessárias, 24 horas ou 6 horas antes da inserção. Isso só irá acontecer, contudo, se a equipe de navegação concluir que a sonda está voando a uma altura muito baixa.

Caso contrário, durante as últimas 24 horas, a sonda carregará procedimentos pré-programados para fazer todos os sistemas ficarem o mais “calmos” possível, que é a condição mais segura para a inserção na órbita. Esses passos incluem a execução automática de uma nova versão da proteção de falha, que nos dirá como a sonda reagirá a uma anomalia em um de seus componentes de bordo durante a inserção na órbita.

Além disso, a sonda terá que se reorientar sozinha, assim os foguetes serão apontados na direção correta para realizar a queima. Nessa orientação final, a antena de alto ganho da MAVEN, que é usada na maior parte das vezes para comunicação, com a sonda, será apontada para longe da Terra. Durante esse período a antena de baixo ganho da MAVEN será usada para uma capacidade limitada de comunicação numa taxa de dados reduzidos.


maven_04


Por último, a inserção começará. Pelos próximos 33 minutos, a sonda queimará mais da metade de seu combustível a bordo à medida que ela entra numa órbita localizada a 380 quilômetros acima do polo norte de Marte.

Três minutos depois que os foguetes forem desligados, os computadores da MAVEN voltarão para a posição segura, reorientarão a sonda para apontar a antena de alto ganho, novamente para a Terra, e reestabelecerão as comunicações normais. Nesse ponto, a MAVEN transmitira os dados obtidos durante a inserção para a Terra, juntamente com informações sobre o estado da sonda, e então a equipe da MAVEN em Terra poderá descobrir se tudo ocorreu como o planejado.

“Então haverá um respiro de alívio”, disse Carlos Gomez-Rosa, gerente de operações científicas da missão no Goddard.

Posteriormente, a equipe irá carregar novas instruções para a porção científica da missão, bem como ligará os instrumentos para verificar o estado dos instrumentos científicos.

A equipe realizará seis manobras para mover a sonda do seu ponto de inserção na órbita para uma órbita de quatro horas e meia ao redor de Marte, que será usada para a aquisição dos dados científicos.

A órbita científica será elíptica, com a sonda voando a aproximadamente 150 quilômetros acima da superfície no periapse, ou no ponto mais próximo, numa órbita que permitirá que a sonda “cheire de perto”, a atmosfera superior de Marte. No apoapse, o ponto mais distante da superfície, a MAVEN estará a uma distância de 6300 km do planeta permitindo que ela então observe a atmosfera como um todo.

Em cada passagem a MAVEN fará medidas da composição da estrutura e do escape de gases atmosféricos de Marte.

“A órbita da MAVEN através do tênue topo da atmosfera será única entre as missões em Marte”, disse Jakosky. “Nós teremos uma nova perspectiva do planeta, da história do clima marciano, da água líquida e da habitabilidade planetária para micróbios”.


maven_05


Fonte:

http://www.nasa.gov/content/goddard/nasas-maven-spacecraft-makes-final-preparations-for-mars/#.VBp6PfldV8E

alma_modificado_rodape105

O Campo Estrelado da Nebulosa do Casulo


cocoonIC5146pelliccia


observatory_250Nesse campo de visão repleto de estrelas e cobrindo mais de 2 graus dentro da constelação de Cygnus, a vista logo é atraída para a Nebulosa do Casulo. Uma compacta região de formação de estrelas, o casulo cósmico pontua um longo rastro de nuvens de poeira interestelares obscurecidas. Catalogada como IC 5146, a nebulosa tem cerca de 15 anos-luz de largura e localiza-se a cerca de 4000 anos-luz de distância da Terra. Como outras regiões de formação de estrelas, ela se destaca em vermelho, representando o brilho do gás hidrogênio excitado pelas estrelas jovens, quentes e azuis, a luz das estrelas refletidas pela poeira aparecem na borda de uma outrora invisível nuvem molecular. De fato, a brilhante estrela perto do centro dessa nebulosa tem provavelmente poucas centenas de milhares de anos de vida, alimentando o brilho nebular à medida que ela limpa uma cavidade na poeira e no gás da formação de estrelas da nuvem molecular. Mas os longos filamentos empoeirados que aparecem escuros nessa imagem feita na luz visível estão escondendo estrelas no processo de formação que podem ser vistas, por exemplo, quando a região é imageada nos comprimentos de onda do infravermelho, como mostra a imagem abaixo.


cocoon_02


Fontes:

http://apod.nasa.gov/apod/ap140918.html

http://apod.nasa.gov/apod/ap110819.html

alma_modificado_rodape105

Mimas – A Estrela da Morte de Saturno Foi Descoberta a 225 Anos Atrás


mimas_01


observatory_150105Com uma cratera gigante cobrindo uma significante fração de sua superfície, a lua cinza Mimas de Saturno, lembra muito a Estrela da Morte dos filmes da série Guerra nas Estrelas. Juntamente com sua forma parecida com o Pac-Man em uma imagem térmica, o satélite congelado fornece imagens fascinantes.

Usando seu telescópio refletor de 40 pés, o astrônomo inglês Sir William Herschel descobriu sua segunda lua de Saturno, no dia 17 de Setembro de 1789, o sétimo satélite conhecido de Saturno na época. Herschel também havia descoberto o satélite Encélado, menos de um mês antes.

Naquela época, os corpos congelados eram nomeados com base na sua distância do planeta dos anéis. Como Mimas tinha uma órbita mais próxima – de fato, ela é a mais próxima lua de Saturno, considerando as luas grandes – ela foi denominada de Saturno I. Esse nome durou até 1847 quando o filho de Herschel, John, sugeriu que os satélites ao redor do gigante gasoso fossem denominados em homenagem a Titã, o equivalente mitológico do Deus Grego Cronus, conhecido pelos romanos como Saturno.

Na mitologia grega, Mimas foi morto durante a guerra entre os Titãs e os Olímpicos. Diferentes histórias contam a morte de Titã, por Hércules, por Ares ou por Zeus. De acordo com a lenda, as pernas de serpente de Mimas continuaram a assobiar depois de sua morte, procurando vingança contra seu assassino. A Ilha de Prochyte, que fica perto da Sicília, tida como o descanso do seu corpo.


mimas_02


Mimas tem uma das superficies mais repletas de crateras em todo o Sistema Solar. A sobreposição de depressões cobrem a superfície, com algumas chegando ao tamanho de 40 quil6ometros de diâmetro. Muitas delas se sobrepõem. No polo sul, contudo, as crateras são menores de 20 km de diâmetro, indicando que a região passou por um tipo refabricação da superfície mais tarde na sua história.

O mais notável sinal de impacto é a gigantesca Cratera Herschel, que se espalha por uma enorme porção do satélite. Com 140 km de diâmetro, a cratera cobre cerca de um terço dos 396 km de diâmetro da lua. Uma cratera de tamanho semelhante na Terra, teria cerca de 4000 km de diâmetro. Os cientistas acreditam que o impacto quase que destruiu completamente a pequena lua, já que ondas de choque do impacto aparecem no outro lado do satélite.

O gigantesco olho de touro dá à cratera uma aparência similar com a Estrela da Morte. A semelhança é uma coincidência, contudo. Mimas é tão pequena que as feições na sua superfície não tinham sido vistas até que a sonda Voyager  a registrasse em 1980, três anos depois do filme Guerra nas Estrelas ter sido lançado.

Um mapa de temperatura criado pela sonda Cassini da NASA, também revela que a lua esconde a figura semelhante ao Pac-Man, que aparentemente se prepara para comer a massiva cratera. As temperaturas ao redor da cratera são mais frias do que nas regiões mais distantes da lua, com um ponto de calor na própria cratera. Uma forma similar aparece em outra lua de Saturno, Tétis. A icônica configuração poderia ocorrer enquanto elétrons de alta energia bombardeassem a borda dos satélites em suas órbitas, transformando o pesado pacote de gelo que desvia sua temperatura mais vagarosamente do que outras partes da lua.

Embora a lua seja a menor dos grandes satélites de Saturno, ela aparentemente limpou material suficiente para criar um vazio de cerca de 4800 km entre os dois maiores anéis de Saturno. Esse vazio é conhecido como Divisão de Cassini, a grande quebra entre os anéis A e B de Saturno.


mimas_03


Viajando a somente 185520 km de Saturno, Mimas é a mais próxima das grandes luas que orbitam o planeta. Sua jornada ao redor de Saturno dura cerca de 22 horas e 37 minutos, mantendo uma face sempre voltada para o planeta.

A densidade da lua é somente 1.17 vezes a densidade da água líquida, levando os cientistas a concluírem que ela é composta primariamente de gelo de água, com um pequena porção rochosa. Com uma temperatura de menos de 209 graus Celsius, a temperatura congelada se comporta como uma rocha.

Mimas tem um órbita levemente elíptica, que deve causar um maior aquecimento de maré em seu interior. Ela está mais próxima do que sua companheira, Encélado. Mas os gêiseres ativos que aparecem no polo sul de Encélado, se contrasta com a superfície sem mudanças e altamente esburacada por carteras, de Mimas. A disparidade entre as duas luas levou à criação do Teste de Mimas, que necessita que qualquer teoria explicando as plumas de Encélado também seja válida para a superfície inteiramente congelada de Mimas.

A imagem mais recente de Mimas, foi feita pela sonda Cassini da NASA no dia 20 de Maio de 2013, com a sua câmera de ângulo restrito e com comprimento de onda da luz visível, com a sonda a aproximadamente 200 mil quilômetros de distância de Mimas.

Essa imagem mostra Mimas prateada e fina, e iluminada destacando as longas sombras das muitas crateras em sua superfície indicando mais uma vez o violento passado do satélite. A resolução dessa imagem, apresentada abaixo é de 1 quilômetro por pixel.


mimas_04


Fatos rápidos sobre Mimas:

Semi-eixo maior de sua órbita: 185539 km

Maior aproximação de Saturno: 181902 km

Maior afastamento de Saturno: 189176 km

Excentricidade da órbita: 0.0196

Raio médio: 198 km

Circunferência equatorial: 1245 km

Área superficial: 493648 quilômetros quadrados

Velocidade de escape: 0.159 km/h

Fontes:

http://www.space.com/20642-mimas-moon.html?cmpid=514630_20140917_31795576

http://www.nasa.gov/jpl/cassini/pia18285/#.VBpbpPldV8E

alma_modificado_rodape105

CiencTecTV Ep.18 – A Escolha do Local J Como Ponto de Pouso do Módulo Philae


Philae_s_primary_landing_site_in_context (1)


observatory_150105A sorte está lançada: A ESA escolheu o Local J no cometa Churyumov-Gerasimenko como ponto onde deve pousar o módulo Philae da sonda Rosetta. Esse local fica numa região intrigante da parte da “cabeça”, ou no lobo menor,  do cometa.

A escolha do local oferece um potencial científico único, com pistas da atividade do cometa, que ocorre ali próximo, e um risco mínimo para o módulo Philae se comparado com os outros locais candidatos. A decisão de selecionar o Local J como ponto primário para o pouso do Philae foi unânime. O local reserva de pouso escolhido, foi o Local C, que está situado no “corpo”, ou no lobo maior, do cometa.

O módulo Philae que pesa cerca de 100 kg, está planejado para realizar a manobra de pouso no cometa no dia 11 de Novembro de 2014. A data ainda será confirmada no dia 26 de Setembro de 2014 depois de uma análise cuidadosa da trajetória e a palavra final de Go/No Go para o pouso no local primário passará por uma série de revisões e deve ser anunciada no dia 14 de Outubro de 2014.

Um grande número de aspectos foram considerados para decidir o local de pouso do Philae, entre os mais importantes estão a identificação de uma trajetória segura para que o Philae possa alcançar a superfície do cometa, e que a densidade de ameaças visíveis, como pedaços soltos de rochas e penhascos e desfiladeiros, fosse mínima. Uma vez na superfície outros fatores também passam a ser importantes como o equilíbrio entre as horas de dia e de noite e a frequência de passagens de comunicação com a sonda Rosetta.

Os cometas são considerados verdadeiras cápsulas do tempo, contendo o material bruto e cru que formou o Sistema Solar. Estar o gás, a poeira e a estrutura do núcleo dos cometas, bem como os materiais orgânicos associados com o cometa, por meio de observações remotas, ou in loco, como é o caso da missão Rosetta e do módulo Philae, torna-se fundamental para se descobrir os segredos sove a história e a evolução do nosso Sistema Solar, bem como crucial para responder questões importantes relacionadas com a origem da água e até mesmo da vida no planeta Terra.



No vídeo acima, conto para vocês um pouco mais de detalhes sobre a escolha do Local J como ponto de pouso do módulo Philae, discuto as prioridades da missão, quando o módulo pousar no cometa e comento também um pouco sobre a importância de estudar esses intrigantes objetos do Sistema Solar.

A história completa sobre a escolha do Local J, pode ser encontrada nesse post no meu blog:

http://blog.cienctec.com.br/imagens/a-historia-completa-sobre-a-escolha-do-local-j-como-local-de-pouso-do-modulo-philae-da-missao-rosetta/

Ajudem os vídeos, deixem o joinha, compartilhem nas redes sociais, comentem, favoritem e se inscrevam no canal, tudo isso ajuda na divulgação e nos motiva a cada vez trazer mais informações para vocês. Obrigado pela audiência.

Meus contatos:

BLOG: http://blog.cienctec.com.br/

FACEBOOK: https://www.facebook.com/cienctec

TWITTER: https://twitter.com/Cienctec1

YOUTUBE: https://www.youtube.com/user/ssacani

alma_modificado_rodape105