A Arp 188 e a Sua Cauda de Girino


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observatory_150105Por que essa galáxia tem uma longa cauda? Nessa impressionante imagem, baseada nos dados obtidos do Hubble Legacy Archive, galáxias distantes formam um lindo pano de fundo para a galáxia espiral corrompida conhecida como Arp 188, ou a Galáxia do Girino. O girino cósmico está localizado a cerca de 420 milhões de anos-luz de distância da Terra, na direção da constelação de Draco. Sua bela cauda tem cerca de 280 mil anos-luz de comprimento e apresenta massivos, brilhantes e azuis aglomerados de estrelas. Uma possível história é que uma galáxia mais compacta intrusa cruzou na frente da Arp 188 – da direita para a esquerda, nessa imagem – e ficou pendurada atrás do Girino pela sua atração gravitacional. Durante o contato imediato, as forças de maré arrancaram as estrelas, o gás e a poeira da galáxia espiral, formando a cauda espetacular. Estima-se que a galáxia intrusa esteja localizada a cerca de 300 mil anos-luz de distância atrás do Girino, e pode ser vista através dos braços espirais de primeiro plano na parte superior direita da imagem. Seguindo o que acontece com o girino aqui na Terra, a galáxia provavelmente também perderá a sua cauda à medida que ela ficar mais velha e os aglomerados de estrelas localizados na cauda, formarão galáxias satélites menores da grande galáxia espiral. Quer aprender mais sobre a formação de caudas em galáxias, sobre a interação entre as ilhas do universo e sobre as propriedades, a física e a dinâmica de todo esse processo? Leia o artigo abaixo, retirado do The Astrophysical Journal de 1972, onde é traçado todo o estado da arte da interação entre galáxias.



Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap140825.html

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Bela Imagem Registra Numa Mesma Cena os Objetos M20 e M21


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observatory_150105A bela nebulosa Trífida, também conhecida como Messier 20, é fácil de ser encontrada com um pequeno telescópio na constelação rica em nebulosas de Sagittarius. Localizada a cerca de 5000 anos-luz de distância da Terra, a M20 é retratada nessa bela imagem colorida que mostra os contrastes cósmicos e onde a nebulosa pode também compartilhar o campo de visão com aproximadamente 1 grau de largura com o aglomerado estelar aberto Messier 21 (que aparece na parte superior direita da imagem). Cruzada por linhas de poeira, a Trífida possui cerca de 40 anos-luz de diâmetro e tem meros 300000 anos de vida. Isso faz dela uma das regiões de formação de estrelas mais jovens no nosso céu, com estrelas recém nascidas e embrionárias embebidas nas suas nuvens natais de gás e poeira. As distâncias estimadas até o aglomerado estelar aberto M21 são similares às distâncias estimadas até a M20, mas acredita-se que embora eles possam compartilhar a mesma cena, como nessa bela imagem telescópica, não existe nenhuma conexão aparente entre os dois objetos. De fato o M21 é muito mais velho, com cerca de 8 milhões de anos.



Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap140828.html

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NASA Testa Tanque Criogênico Composto Para Futuras Missões Ao Espaço Profundo


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observatory_150105A NASA tem completado uma complexa série de teste em um dos maiores tanques de combustível criogênicos compostos já fabricados, trazendo a indústria aeroespacial mais próxima da concepção, da construção e do voo leve de tanques compostos em foguetes. No Marshall Space Flight Center da NASA em Huntsville, Alabama, o tanque foi colocado numa plataforma de teste estrutural onde ele foi testado com hidrogênio criogênico e pesos estruturais para simular as tensões e os estresses que o tanque enfrentará durante o lançamento. O projeto faz parte do Space Technology Mission Directorate da NASA, que está inovando, desenvolvendo, testando e voando equipamentos para o uso em futuras missões da NASA.

Propelentes criogênicos são gases congelados e condensados para formar líquidos altamente inflamáveis, fornecendo soluções de propulsão de alta energia, críticas para o futuro das missões de longo prazo da exploração humana além da baixa órbita da Terra. No passado, os tanques propelentes eram fabricados em metal. Mudar de uma construção metálica para uma construção composta tem o potencial de aumentar dramaticamente as capacidades de desempenho de futuros sistemas espaciais através da dramática redução no peso.



Fonte:

http://www.nasa.gov/content/testing-composite-cryotank-technology-for-future-deep-space-missions/#.U_7DKPldV8E

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Sonda Rosetta Inicia Processo de Aproximação Final ao Cometa 67P/Churymov-Gerasimenko


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observatory_150105Faz algum tempo que não posto imagens do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko feitas pela sonda Rosetta. O ponto principal é que todos os esforços da sonda nesse momento estão voltados para a escolha do local de pouso do módulo Philae. As imagens da NAVCAM continuam sendo feitas. A NAVCAM, ou câmera de navegação é crucial para que a sonda possa navegar ao redor do cometa, mas ao mesmo tempo, a maneira com a qual as imagens têm sido feitas tem mudado.

Até então, cada imagem feita pela NAVCAM cobria o cometa como um todo, em um único shot, mas agora, a sonda Rosetta se encontra a 50km de distância do cometa, o núcleo está muito perto e não cabe totalmente no campo de visão da NAVCAM, e a cada dia que passa a sonda ficará mais perto gerando imagens cada vez mais detalhadas do núcleo do Churyumov-Gerasimenko. Como resultado, no último sábado, dia 23 de Agosto de 2014, iniciou-se um novo processo de aquisição de imagens feitas com a NAVCAM, de modo que apenas um quarto do cometa pode ser visto no canto de cada uma de quatro imagens. Um exemplo dessas imagens é mostrado aqui nesse post, como imagem principal, com uma resolução de 512 x 512 pixels, essa imagem foi feita a uma distância de 61 km do cometa (a imagem completa com resolução de 1024 x 1024 pixels, é mostrada abaixo). A essa distância, os detalhes de pequena escala da superfície começam a se tornar mais claros e evidentes.

O objetivo principal da NAVCAM é a navegação e as suas imagens são usadas pelo ESOC para identificar e ajustar o local das marcas no cometa em diferentes tempos. Essa informação é então alimentada dentro do processo de navegação para melhorar a determinação da órbita. Uma técnica é usada para garantir que o cometa está sempre sendo visto pela sonda e compensa para qualquer incerteza na trajetória da sonda perto do cometa. As quatro imagens cobrem a incerteza em apontar e garantir que o cometa está sendo sempre observado, e que no mínimo uma das imagens é suficiente para mostrar a superfície do cometa e realizar o reconhecimento das marcas na superfície.

Enquanto a Rosetta é levemente reapontada para cada imagem, existe um intervalo de tempo de cerca de 20 minutos entre a primeira e a última imagem feita em cada sequência de quatro imagens. Nesse tempo, a sonda Rosetta se movimenta e o cometa rotacional, mudando a aparência das feições e das sombras levemente. Isso complica um pouco o processo de compor imagens e nenhum software foi desenvolvido até o momento para fazer isso, já que as imagens individuais não precisam ser coladas para encontrar as necessidades de navegação.

A imagem aqui postada tem o objetivo de ilustrar essa mudança nas operações da NAVCAM. Num futuro próximo, mais imagens feitas pela NAVCAM serão postadas, mas o número e a frequência podem variar dependendo das atividades de navegação para um determinado dia.


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Fonte:

http://blogs.esa.int/rosetta/2014/08/27/cometwatch-update/

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A Via Láctea Sobre o Parque Nacional de Yellowstone


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observatory_150105A Via Láctea não foi criada por um lago em evaporação. A piscina colorida de água, com cerca de 10 metros de diâmetro, é conhecida como Silex Spring e está localizada no Parque Nacional de Yellowstone no Wyoming, EUA. Iluminada artificialmente, as cores são causadas pelas camadas de bactérias que crescem na fonte quente. O vapor sobe da fonte, aquecido por uma câmara de magma localizada abaixo da superfície e conhecida como Yellowstone Hotspot. Sem nenhuma relação com isso, e localizada bem mais distante, a faixa central da Via Láctea se arqueia sobre o local, uma faixa iluminada por bilhões de estrelas. A imagem acima é na verdade uma composição de 16 imagens panorâmicas feitas em Julho de 2014. Se o Yellowstone Hotspot causar outra super erupção vulcânica, como a que aconteceu a 640000 anos atrás, grande parte da América do Norte seria afetada.

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap140827.html


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