Escute o Som Produzido Pelo Pouso do Módulo Philae na Superfície do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko


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observatory_15010541O modulo Philae, pouco trabalhou na superfície do cometa 67P/C-G, mas aparentemente, mesmo sendo pouco tempo, foi tempo suficiente para que ele coletasse uma grande quantidade de dados.

Nesse pequeno intervalo de tempo, o módulo encontrou moléculas orgânicas na atmosfera do cometa, e agora os cientistas identificaram o som produzido pelo módulo quando ele tocou a superfície do Churyumov-Gerasimenko.

O Philae estava equipado com sensores nos pés de suas pernas, como parte do instrumento denominado Cometary Acoustic Surface Sounding Experiment. Eles foram capaz de registrar, apenas dois segundos de áudio, mas essas vibrações forneceram aos cientistas ideias fascinantes sobre o início da missão do Philae.

“O Philae tocou uma camada de material suave, com alguns centímetros de espessura. Então, milissegundos depois, o pé do módulo encontrou um material mais duro, talvez uma camada congelada no cometa”, disse o cientista do Philae Klaus Seidensticker.

“Os dados dos sensores também mostram que o segundo pouso com o cometa depois do seu rebote, não aconteceu imediatamente – novamente confirmando o que os cientistas da missão já sabiam: o Philae sofreu um rebote na superfície do cometa e voou sobre sua superfície até que a tocasse novamente”, escreveu Feltman.

Quando o Philae sofreu o primeiro rebote, Seidensticker ficou apreensivo se algum dado teria sido adquirido. “Mas agora nós temos muito mais dados para analisar, do que nós mesmos esperávamos”, disse ele.

Escute aqui no post, como é o som de um módulo tocando a superfície de um cometa, algo inédito e que só foi capaz graças a essa incrível missão.



Fonte:

http://www.sciencealert.com/listen-to-the-satisfying-crunch-philae-made-when-it-touched-down-on-a-comet

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Um Belo Retrato da Nebulosa NGC 281


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observatory_15010541Olhe através da nuvem cósmica catalogada como NGC 281 e você pode perder as estrelas que fazem parte do aglomerado estelar aberto IC 1590. Mas, formadas dentro da nebulosa, as estrelas massivas e jovens do aglomerado é que acabam por energizar o brilho nebular observado na imagem acima. As formas que chamam a atenção e que estão presentes nesse retrato da NGC 281 são colunas esculpidas e densos glóbulos de poeira, que são vistos com suas silhuetas destacadas, erodidos pelos intensos e energéticos ventos e pela radiação das estrelas quentes do aglomerado. Se essas feições empoeiradas sobreviverem por um tempo suficiente, elas podem também se transformarem nos locais para uma futura formação de estrelas. Também chamada de Nebulosa do Pacman, por sua forma geral, a NGC 281 localiza-se a cerca de 10000 anos-luz de distância da Terra, na constelação da Cassiopeia. Essa imagem nítida foi feita através de filtros de banda curta, combinando a emissão dos átomos de hidrogênio, enxofre e oxigênio da nebulosa representados respectivamente nas cores verde, vermelho e azul. Ela se espalha por cerca de 80 anos-luz considerando a distância estimada da NGC 281.

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap141128.html


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Astrônomos Usam Técnicas Revolucionárias e Medem o Campo Magnético da Antiga Nebulosa Solar Registrada em Meteorito


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observatory_15010541Observações astronômicas de jovens protoestrelas indicam que sistemas planetários iniciais se desenvolveram da poeira em um disco protoplanetário muito rapidamente – em aproximadamente cinco milhões de anos. Essas curtas escalas de tempo necessitam de um mecanismo muito eficiente para transportar material em direção à estrela central, mas os mecanismos que fazem isso são incertos. Tem-se pensado, contudo, em alguns desses mecanismos onde os campos magnéticos tenham um papel fundamental, no vento estelar, ou até mesmo no disco.

Os astrônomos não podem atualmente medir diretamente a intensidade do campo em regiões de formação de planetas, mas experimentos em materiais meteoríticos no nosso Sistema Solar podem potencialmente restringir a intensidade dos campos magnéticos da nebulosa inicial do Sol. Os côndrulos são constituintes milimétricos dos meteoritos primitivos que se formaram nos breves eventos de aquecimento na jovem nebulosa solar. Eles provavelmente constituem uma fração significante da massa dos asteroides e até mesmo dos precursores dos planetas terrestres. A formação de côndrulos, muito provavelmente ocorreu durante um estágio fundamental na evolução do sistema solar inicial. Se um campo estável estivesse presente durante a fase de resfriamento, eles deveriam ter se tornado levemente magnetizados. Determinando seus campos magnéticos, não somente é possível restringir os modelos de sua formação, mas também definir a evolução do disco.


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Entre os mais primitivos meteoritos conhecidos está um, chamado de Semarkona. Ele contém côndrulos de olivina cristalina que, devido às suas propriedades magnéticas e composicionais, podem reter sua magnetização primitiva, mesmo por eras, já que eles se formaram e apesar das suas subsequentes histórias no Sistema Solar. Os astrofísicos do CfA Xue-Ning Bai e Ron Walsworth, e seus colaboradores, isolaram oito côndrulos de olivina do meteorito Semarkona, eles são pequenos com menos de um milímetro de tamanho. Usando técnicas recém criadas que usam as vantagens das medidas criogênicas quânticas desenvolvidas no laboratório de Walsworth, a equipe foi capaz de detectar campos magnéticos nessas minúsculas amostras de cristais, e concluíram que a nebulosa primitiva onde esses côndrulos se formaram tinham um forte campo correspondendo a cerca do dobro do campo atual da Terra (na superfície). Os cientistas concluíram que as evidências suportam o modelo de côndrulos formados em choques ou colisões entre corpos maiores, além de qualquer teoria da formação de vento estelar. Eles também concluíram que os campos magnéticos nebular eram grandes o suficiente para levar em consideração as taxas medidas do transporte de massa nos estágios evolucionários iniciais. O resultado é uma impressionante aplicação das recém criadas técnicas de medidas quânticas.



Fonte:

http://www.cfa.harvard.edu/news/su201447

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Revelado: O Capítulo Perdido de Interestelar


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observatory_15010541Antes de Cooper ter deixado sua filha para encontrar um novo lar para a humanidade no espaço, existiram as missões Lazarus. Liderada pelo Dr. Mann, essa foi a primeira tentativa da NASA de localizar um exoplaneta hospitaleiro. Então o que aconteceu com Mann no outro lado do buraco de minhoca? O diretor Chistopher Nolan, se juntou com o artista renomado de comic-books Sean Gordon Murphy para contar a história de Mann. Aqui no post você pode acompanhar como ficou, e se quiser ler de uma forma melhor, vá até o post original na wired.com.


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Fonte:

http://www.wired.com/2014/11/absolute-zero

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Na Sombra da Coma do Cometa 67P/C-G


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observatory_15010541Esse mosaico da NAVCAM é composto por quatro imagens individuais feitas no dia 20 de Novembro de 2014 a uma distância de 30.8 km do centro do Cometa 67P/C-G. A imagem tem uma resolução de 2.6 m/pixel, assim cada imagem original com 1024 x 1024 pixels mede cerca de 2.7 km de diâmetro. O mosaico foi reescalado, rotacionado e cortado e mede cerca de 4.2 x 5.0 km.

Devido à rotação e à translação do cometa durante a realização da sequência de imagens, a criação do mosaico envolve alguns compromissos, já que as feições mudam levemente de uma imagem para outra. Em adição a isso, o espalhamento na óptica da NAVCAM pode levar artefatos de intensidade de grande escala que são difíceis de serem considerados quando está se montando o mosaico.


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Assim, para esse conjunto de imagens da NAVCAM, máscara pré-mosaico e ajustes localizados de intensidade pós-mosaico foram feitos para reduzir os artefatos de baixo nível. Por natureza, esses ajustes não são perfeitos. Contudo, como sempre, as imagens individuais também estão disponíveis para que qualquer um possa gerar o seu próprio mosaico e ver o quão difícil é montar o mosaico nessas condições.


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A imagem mostra vastos fluxos de gás e poeira, bem como jatos menores sendo expelidos do pescoço e do lobo maior do cometa, sugerindo um aumento no nível de atividade, desde a aproximação do cometa ocorrida em Agosto de 2014.


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O pós-processamento feito no LightRoom foi também usado para destacar os fluxos apagados, enquanto que retém as feições mais brilhantes do cometa. Excepcionalmente, uma versão com a exposição e com o contraste aumentados é fornecida para nos dar uma melhor visão do fluxo de material.


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Em particular, na parte inferior do mosaico, a parte não iluminada do cometa se destaca, enquanto a silhueta contra a emissão difusa mais larga vem da coma do cometa. Existem pistas de uma atmosfera difusa, perto da superfície do cometa, vista ao longo da borda iluminada, mas isso poderia ser devido ao espalhamento na óptica da NAVCAM. O grande número de pequenos pontos brancos na imagem, são provavelmente pedaços de poeira ou de pequenos objetos presentes na vizinhança do cometa.


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Fonte:

http://blogs.esa.int/rosetta/2014/11/26/cometwatch-20-november-in-the-shadow-of-the-coma/

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