O Trânsito Triplo das Sombras das Luas de Júpiter – O Evento!!!

observatory_150105Muito bem pessoal, ontem, ou melhor hoje, ou sei lá, na verdade ainda estou meio atordoado, transmiti junto com os meus amigos do Astronomia Ao Vivo ao trânsito triplo das sombras das luas de Júpiter, algo que só será visível novamente em 30 de Dezembro de 2032. O evento completo está acima. Sei que ninguém vai assistir novamente a mais de 6 horas de transmissão, mas queria deixar aqui registrado esse evento, e mais do que isso, queria agradecer de coração a todos que participaram e que fizeram dessa, a melhor transmissão desse evento em todo mundo, a ponto do próprio Griffith Observatory de Los Angeles nos saudar e nos elogiar.

Queria agradecer de coração a Cris Ribeiro por ter me convidado para participar, ao Thiago que ficou com a gente desde o início firme e forte, ao Cristian do Ciência e Astronomia que colaborou com a gente, ao Cristóvão Jacques do SONEAR que mais uma vez nos deu uma aula de astronomia e sobre asteroides, ao Conrado Serodio com toda a sua experiência dando respostas importantes e pensadas para o público, ao Bruno, e principalmente aos verdadeiros donos do show, Avaní Soares, Newton, Martini e Thiago que mostraram o céu ao vivo, mostraram o fenômeno ao vivo e foram espetaculares. Obrigado a todos vocês, vocês são sensacionais!!! Já vamos se preparar para o próximo!!! Quero pedir desculpas por qualquer coisa, por qualquer brincadeira meio fora de hora, mas é que para aguentar a noite toda é preciso também se divertir, na verdade em tudo que se faz na vida é preciso se divertir.

Muito obrigado a todos e continuem acompanhando os eventos do Astronomia Ao Vivo.

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A Via Láctea Pode Ser Na Verdade Um Imenso Buraco de Minhoca Estável e Navegável

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observatory_150105Com base nas últimas evidências e teorias, a nossa galáxia poderia ser um imenso buraco de minhoca (ou um túnel no espaço-tempo), e, se isso for verdade, esse buraco de minhoca poderia ser estável e navegável. Essa é a hipótese levantada por um estudo publicado na revista Annals of Physics e conduzido com a participação da SISSA em Trieste. O artigo, o resultado de uma colaboração entre pesquisadores Indianos, Italianos e Norte-Americanos, faz a proposta para os cientistas repensarem a matéria escura de maneira mais precisa.

“Se nós combinarmos o mapa de matéria escura na Via Láctea com o mais recente modelo do Big Bang, para explicar o universo e criarmos a hipótese da existência de túneis no espaço-tempo, o que nós temos é que a nossa galáxia poderia realmente conter um desses túneis, e que o túnel poderia até mesmo ser do tamanho da própria galáxia. Mas tem mais”, explica Paolo Salucci, astrofísico da International Schook for Advanced Studies (SISSA) de Trieste e um especialista em matéria escura. “Nós poderíamos até mesmo viajar através desse túnel, já que, com base nos nossos cálculos, ele seria navegável. Algo como foi mostrado no filme interestelar”. Salucci está entre os autores do artigo recentemente publicado na Annals of Physics.

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Embora túneis no espaço tempo (ou buracos de minhoca, ou pontes de Einstein-Penrose) tenham ganho popularidade recentemente entre o público, graça ao filme do Christopher Nolan, eles já são o foco de estudo dos astrofísicos a muitos anos. “O que nós tentamos fazer em nosso estudo, foi resolver a equação que a astrofísica Murph, no filme, estava trabalhando. Claramente, nós conseguimos muito antes do filme ser lançado”, brinca Salucci. “Isso é, de fato, um problema extremamente interessante para os estudos relacionados com a matéria escura”.

“Obviamente, nós não estamos dizendo que a nossa galáxia é definitivamente um buraco de minhoca, mas simplesmente que, de acordo com os modelos teóricos, essa hipótese é uma possibilidade”. Ela poderia ser testada experimentalmente? “A princípio, nós poderíamos testá-la comparando duas galáxias – a nossa galáxia e outra galáxia bem próxima, a Nuvem de Magalhães, por exemplo, mas nós ainda estamos muito longe da real possibilidade de fazermos essa comparação”.

Para chegar às conclusões, os astrofísicos combinaram as equações da relatividade geral, com o mapa extremamente detalhado da distribuição da matéria escura na Via Láctea: “O mapa foi obtido num estudo feito em 2013”, explica Salucci. “Além da hipótese de ficção científica, a nossa pesquisa é interessante pois ela propõe uma reflexão mais complexa sobre a matéria escura”.

Como aponta Salucci, os cientistas têm a muito tempo tentado explicar a matéria escura por meio da hipótese da existência de uma partícula em particular, o neutralino, que, contudo, nunca foi identificado no CERN ou observado no universo. Mas teorias alternativas também existem e que não precisam da partícula, “e talvez esse é o momento para os cientistas levarem esse assunto de forma séria”, conclui Salucci. “A matéria escura pode ser uma outra dimensão, talvez até um grande sistema de transporte galáctico. Em qualquer caso, nós realmente precisamos começar a perguntar para nós mesmo, o que é isso”.

Fonte:

http://astronomynow.com/2015/01/21/milky-way-wormholes-could-be-a-galactic-transport-system/

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Tudo Que Você Precisa Saber Sobre o Raro Fenômeno do Trânsito Triplo das Sombras das Luas de Júpiter

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observatory_150105Observe o céu sempre, perca noites de sono, batalhe com nuvens e com a chuva, mas persista, um dia você será recompensado, e eu torço para que esse dia seja sábado, dia 24 de Janeiro de 2015, a partir da 1 da manhã, ou seja, como todo mundo conhece a madrugada de sexta para sábado.

Nesse dia, um dos eventos mais únicos do nosso sistema solar acontecerá, quando as sombras de três luas de Júpiter atravessarem o disco do planeta de maneira simultânea, no que é chamado de um trânsito triplo.

Mas por que esse evento é tão raro? Bem, Jean Meeus, calculou 31 trânsitos triplos envolvendo as luas ou suas sombras no intervalo de tempo de 60 anos, entre 1981 e 2040.

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Porém, desses 31, nem todos são favoráveis como o que acontecerá nesse final de semana. Primeiro, Júpiter caminha para sua oposição no próximo mês, ou seja, ele estará brilhante no céu e bem posicionado também, proporcionando uma bela aparição, outro fato interessante e bom, é que será uma noite sem Lua, o que deixará Júpiter ainda mais brilhante. Dos 31 eventos mencionados, somente 9, contudo são trânsitos triplos de luas de Júpiter. E outra coisa, se você perder esse evento, terá que esperar até 20 de Março de 2032 para o próximo trânsito triplo de luas no Gigante Gasoso.

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Os momentos chaves quando as três luas podem ser vistas cruzando o disco de Júpiter acontecerão na madrugada de sexta para sábado, dia 24 de Janeiro de 2015, começando (horário do Rio de Janeiro) às 03:52 quando a sombra da lua Europa entra no disco de Júpiter até as 04:18 quando a sombra da lua Io deixa o disco do planeta. O trânsito triplo durará pouco menos de 30 minutos, o que é muito rápido se pensarmos que a rotação completa do disco de Júpiter leva cerca de 10 horas. O fenômeno seria ainda mais épico se a Grande Mancha Vermelha também estivesse visível no disco no mesmo momento do trânsito, mas infelizmente isso não irá acontecer, a mancha estará surgindo no disco depois que o evento já estiver terminado.

As luas envolvidas no evento desse final de semana são Io, Calisto e Europa. Agora posso até imaginar o que você está pensando. Ver 3 luas cruzando o disco de Júpiter é algo espetacular, e ver 4, é possível? A resposta rápida é não, e a razão para isso é o que chamamos de ressonância orbital.

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As três Luas Galileanas, mais internas de Júpiter, a saber, Io, Europa e Ganimedes, estão travadas numa ressonância 4:2:1. Infelizmente, essa ressonância garante que você sempre pode ver duas das três luas mais internas cruzando o disco, mas nunca as três de uma vez.

Para completar o trânsito triplo, a lua mais externa, Calisto, precisa entrar na jogada. O problema é, Calisto é a única Lua Galileana que pode errar o disco de Júpiter desde a nossa linha de visada. Nós estamos numa época de sorte, chamada de Estação dos Trânsitos de Calisto, um período que vai se estender até Julho de 2016.

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Talvez, um dia, quem sabe, uma agência de turismo espacial ofereça uma viagem para um ponto imaginário na superfície de uma das luas de Júpiter, como Calisto de onde você possa acompanhar um trânsito triplo bem de perto.

Júpiter atualmente está nascendo por volta das 20:45 (hora do Rio de Janeiro), logo depois do Sol se pôr. Ele está bem localizado na constelação de Leão.

Um fato interessante, olhe bem de perto para o trânsito, se você tiver a oportunidade e verá que as sombras geradas pelas luas aparecem de forma diferente na ocular do seu telescópio. Isso é muito legal de notar, já que durante o trânsito será possível ver que nem todas as sombras das luas Jovianas são criadas de maneira igual. A distante Calisto, por exemplo, gera uma sombra larga, com uma tonalidade cinza e um anel difuso, enquanto que a sombra de Io parece mais como um buraco negro no disco do planeta.

Outros mistérios e fatos curiosos sobre as Luas Galileanas ainda persistem. Por que os observadores no final do século 19, as descreviam como uma forma de ovo? Podem observadores aqui da Terra observarem fenômenos elusivos como erupções em Io medindo sua anomalia de brilho? E você sabia que com uma câmera tipo webcam é possível fazer imagens que mostram até detalhes da superfície das luas?

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Observar e imagear o trânsito da sombra de uma lua de Júpiter não é algo muito complicado. Com um equipamento não muito sofisticado você já pode conseguir resultados surpreendentes. Mas é claro que ao aplicar técnicas de processamento e de captura você consegue imagens fantásticas!!!

As luas e o próprio Júpiter podem também gerar sombra fora de um dos lados do planeta dependendo da nossa posição. Nós chamamos o ponto em que Júpiter está a 90 graus a leste ou a oeste do Sol de quadratura, e o ponto onde nasce e põe do lado oposto ao do Sol de oposição. A oposição Júpiter acontecerá no dia 6 de Fevereiro de 2015. Durante a oposição, Júpiter e suas luas gerarão suas sombras quase que em linha reta.

Outra curiosidade sobre trânsitos de luas de Júpiter. A velocidade da luz foi pela primeira vez deduzida por um astrônomo dinamarquês, chamado Ole Romer em 1671, usando a discrepância notada enquanto ele previa fenômenos das luas Galileanas que ocorreriam na quadratura e na oposição. Existiu também uma ideia de se usar a posição da luas Galileanas para informar a hora no mar, mas se já é difícil ver as luas e suas sombras na terra com um pequeno telescópio, imagine num barco, sozinho e no meio do oceano.

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Falando ainda de eventos múltiplos em Júpiter, nós atualmente estamos passando por uma estação onde é possível ver as luas de Júpiter eclipsando umas as outras e ocultando umas as outras. Ou seja, Júpiter é realmente um sistema muito ativo e muito interessante de se observar e estudar.

Tão interessante que a sonda Juno da NASA está viajando em sua direção. A sonda deve entrar na órbita do Gigante Gasoso, se tudo correr como o planejado em Julho de 2016.

Resumindo, é uma bela época para explorar o sistema Joviano, comece agora, e não perca o trânsito triplo desse final de semana. Se você fizer fotos ou imagens nos mande.

Abaixo – Os Momento do Trânsito Triplo (Horário da Cidade do Rio de Janeiro)

Aspecto do céu do Rio de Janeiro no momento do início do trânsito triplo das sombras das luas de Júpiter (00:29 24/01/2015).

Aspecto do céu do Rio de Janeiro no momento do início do trânsito triplo das sombras das luas de Júpiter (00:29 24/01/2015).

Início do trânsito triplo (00:29) - Sombra de Io começa a transitar o disco de Júpiter.

Início do trânsito triplo (00:29) – Sombra de Io começa a transitar o disco de Júpiter.

01:57 - Sombra da lua Calisto começa a transitar o disco de Júpiter.

01:57 – Sombra da lua Calisto começa a transitar o disco de Júpiter.

03:52 - Inicio do trânsito triplo, sombra da lua Europa começa a transitar o disco de Júpiter.

03:52 – Inicio do trânsito triplo, sombra da lua Europa começa a transitar o disco de Júpiter.

Máximo do trânsito triplo das sombras - 04:06 - as três sombras podem ser vistas no disco do planeta Júpiter.

Máximo do trânsito triplo das sombras – 04:06 – as três sombras podem ser vistas no disco do planeta Júpiter.

04:18 - Fim do trânsito triplo, a sombra de Io emerge do disco de Júpiter.

04:18 – Fim do trânsito triplo, a sombra de Io emerge do disco de Júpiter.

05:29 - A sombra de Calisto emerge do disco do planeta Júpiter. Por volta das 06:40 (já de dia) a sombra de Europa emerge do disco de Júpiter.

05:29 – A sombra de Calisto emerge do disco do planeta Júpiter. Por volta das 06:40 (já de dia) a sombra de Europa emerge do disco de Júpiter.

Fonte:

http://www.universetoday.com/118147/rare-triple-transit-therell-be-3-moon-shadows-on-jupiter-on-january-24th-2015/

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Sonda Rosetta Mostra Como o Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko Está Se Modificando Ao Chegar Mais Próximo do Sol

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observatory_150105Tem aumentado de forma significante a quantidade de água que está sendo expelida do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, o cometa que tem uma sonda em sua órbita, a Rosetta, e uma sonda em sua superfície, o Philae, desde Novembro de 2014.

O cometa com 4 quilômetros de largura, estava lançando o equivalente a 1.2 litros de água no espaço a cada segundo no final de Agosto de 2014. As observações foram feitas pelo instrumento da NASA, conhecido como Microwave Instrument for Rosetta Orbiter (MIRO) a borda da sonda Rosetta da ESA. Os resultados científicos da equipe do MIRO foram lançados hoje como parte da edição especial sobre a missão Rosetta da revista Science.

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“Em observações feitas num período de três meses, de Junho a Agosto de 2014, a quantidade de água em vapor que o cometa estava lançando no espaço aumentou de um fator de dez”, disse Sam Gulkis, principal pesquisador do instrumento MIRO no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, na Califórnia, e principal autor do artigo que aparece na edição especial. “Termos estado perto do cometa por um período longo de tempo tem nos dado uma oportunidade única de ver como os cometas se transformam de corpos frios e congelados para objetos ativos expelindo gás e poeira à medida que eles chegam mais perto do Sol”.

O instrumento MIRO é um pequeno e leve espectrômetro que pode mapear a abundância, a temperatura e a velocidade do vapor de água cometário e outras moléculas que o núcleo lança. Ele pode também medir a temperatura numa região a dois centímetros abaixo da superfície do núcleo do cometa. Uma razão de medir a temperatura na subsuperfície é que os gases observados provavelmente têm origem da sublimação de gelo que ocorre abaixo da superfície. Combinando essa informação com o gás, o MIRO será capaz de estudar esse processo em detalhe.

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Além disso, no artigo lançado hoje (22 de Janeiro de 2015), a equipe do MIRO relata que o 67P expele mais gás de certos locais e em certos momentos do seu dia. O núcleo do 67P consiste de dois lobos de diferentes tamanhos (normalmente referidos como o corpo e a cabeça devido ao fato do cometa se parecer com um pato), conectados por uma região chamada de pescoço. Uma substancial porção do gás expelido que foi medido de Junho a Setembro de 2014, veio da região do pescoço e durante a tarde.

“Essa situação pode estar mudando agora que o cometa está ficando mais quente”, disse Gulkis. “Observações do MIRO precisam ser cuidadosamente analisadas para determinar que fatores além do calor do Sol são os responsáveis pela emissão de gás cometário”.

As observações são contínuas para se poder pesquisar sobre a variabilidade na taxa de produção e nas mudanças nas partes do núcleo que estão lançando gás à medida que a distância do cometa ao Sol também se altera. Essa informação ajudará os cientistas a entenderem como os cometas se desenvolvem à medida que eles orbitam e se movem em direção ao Sol e para longe dele. A taxa de produção de gás é também importante para a equipe de navegação da Rosetta controlar a sonda, já que o fluxo de gás pode alterar a trajetória da sonda.

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Em outro artigo sobre o 67P lançado hoje, foi revelado que a atmosfera do cometa, ou coma, é muito menos homogênea do que se esperava e que o fluxo de gás varia consideravelmente com o tempo.

“Se nós estivéssemos apenas visto um aumento constante dos gases já que estamos perto do cometa, não haveria dúvida sobre a heterogeneidade do núcleo”, disse Myrtha Hässig, uma cientista patrocinada pela NASA do Southwest Research Intitute em San Antonio. “Ao invés disso, nós observamos picos nas leituras de água, e poucas horas depois, um pico nas leituras de dióxido de carbono. Essa variação poderia ser um efeito da temperatura, ou um efeito sazonal, ou poderia apontar para a possibilidade das migrações realizadas pelo cometa no início do Sistema Solar”.

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As medidas na coma, foram feitas pelo instrumento, Rosetta Orbiter Spectrometer for Ion and Neutral Analysis Double Focusing Mass Spectrometer (ROSINA DFMS). Medindo a composição da coma na posição da sonda, os dados do ROSINA indicam que o sinal de vapor de água é mais forte de maneira geral. Contudo, existem períodos quando a abundância de monóxido de carbono e de dióxido de carbono rivaliza com a quantidade de água.

“Analisados de forma integrado os resultados do MIRO e os resultados do ROSINA sugerem novos detalhes fascinantes para se aprender como os cometas trabalham”, disse Claudia Alexander, cientista de projeto da NASA para o time norte-americano da Rosetta, do JPL. “Esses resultados estão nos ajudando a movermos para um nível fundamental nosso entendimento sobre como os cometas operam”.

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A Rosetta está atualmente a cerca de 171 milhões de quilômetros da Terra e cerca de 148 milhões de quilômetros do Sol. Os cometas são verdadeiras cápsulas do tempo, contendo o material primitivo deixado para trás da época quando o Sol e os planetas se formaram. Estudando o gás, a poeira e a estrutura do núcleo do cometa  e o material orgânico associado com o cometa tanto remotamente tanto com observações próximas, a missão Rosetta deve se tornar chave para que se possa revelar a história e a evolução do nosso Sistema Solar, bem como responder perguntas sobre a origem da água na Terra e talvez até mesmo da vida. A Rosetta é a primeira missão na história a se aproximar de um cometa, escolta-lo durante a sua órbita ao redor do Sol, e enviar um módulo para sua superfície.

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A Rosetta é uma missão da ESA com contribuições dos estados membros, e da NASA. O módulo Philae da Rosetta é fornecido por um consórcio liderado pelo German Aerospace Center em Colônia, pelo Max Planck Institute for Solar System Research em Gottinger, pelo French National Space Agency, em Paris e pela Italian Space Agency, em Roma. O JPL, uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, gerencia a contribuição norte-americana da missão Rosetta para o Science Mission Directorate da NASA, em Washington. O JPL também construiu o MIRO e abriga seu principal pesquisador, Samuel Gulkis. O Southwest Research Institute (San Antonio e Boulder), desenvolveu os instrumentos  ALICE e IES da Rosetta, e abriga seus principais pesquisadores, James Burch (IES) e Alan Stern (ALICE).

Para mais informações sobre os instrumentos norte-americanos na Rosetta, visitem:

http://rosetta.jpl.nasa.gov

Para mais informações sobre a Rosetta, visitem:

http://www.esa.int/rosetta

Fonte:

http://www.jpl.nasa.gov/news/news.php?feature=4456

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Poeira Galáctica Com 25 Milhões de Anos de Idade Encontrada no Fundo do Oceano Fornece Novas Ideias Sobre as Supernovas

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observatory_150105Cientistas, pesquisando as profundezas do oceano fizeram uma surpreendente descoberta que pode mudar a maneira como nós entendemos as supernovas, ou seja, as explosões de estrelas que ocorrem bem além do Sistema Solar. Eles analisaram poeira extraterrestre que acredita-se seja originada de supernovas, e que se depositaram no assoalho oceânico para determinar a quantidade de elementos pesados criados pelas explosões massivas.

“Pequenas quantidades de detritos dessas distantes explosões caíram na Terra enquanto viajavam pela nossa galáxia”, disse o principal pesquisador, Dr. Anton Wallner da Research School of Physics and Engineering. “Nós analisamos a poeira galáctica com no mínimo 25 milhões de anos de vida que se depositou no fundo do oceano, e descobrimos que ela tem muito menos elementos pesados como o plutônio e o urânio que nós esperávamos”.

As descobertas vão de encontro com as atuais teorias das supernovas, que diz que alguns dos materiais essenciais para a vida humana, como ferro, potássio e iodo são criados e distribuídos pelo espaço através das explosões de supernovas. Segundo essas teorias as supernovas também criam chumbo, prata e ouro, e elementos radioativos mais pesados como urânio e potássio.

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A equipe do Dr. Wallner estudou o plutônio-244 que serve como relógio radioativo devido a natureza do seu decaimento radioativo, com uma meia vida de 81 milhões de anos. “Qualquer plutônio-244 existente quando a Terra se formou do gás e da poeira intergaláctica a mais de quatro bilhões de anos atrás já decaiu a muito tempo”, disse o Dr. Wallner. “Assim, qualquer plutônio-244 que nós encontrarmos na Terra deve ter sido criado num evento explosivo que ocorreu mais recentemente, no mínimo a algumas centenas de milhões de anos”.

A equipe analisou uma amostra com espessura de 10 centímetros da crosta da Terra, representando 25 milhões de anos de sedimentação, bem como sedimentos do mar profundo coletados de uma área muito estável no fundo do Oceano Pacífico.

“Nós encontramos 100 vezes menos plutônio-244 do que era esperado”, disse o Dr. Wallner. “Nos parece que os elementos mais pesados podem não terem sido formados em supernovas padrões. Para formar esses elementos talvez precisamos de eventos explosivos mais raros como a fusão de duas estrelas de nêutrons”.

O fato desses elementos pesados como o plutônio estarem presentes, e o urânio e o tório ainda estarem presentes na Terra sugere que um evento explosivo deve ter ocorrido perto da Terra por volta da época que ela se formou, disse o Dr. Wallner. “Elementos radioativos no nosso planeta como urânio e tório fornecem boa parte do calor que guia o movimento continental, talvez outros planetas não tenham em seu interior, o mesmo motor de calor que nós temos”, diz ele.

Fonte:

http://astronomynow.com/2015/01/21/25-million-year-old-galactic-dust-provides-insight-into-supernovae/

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